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QUANDO A PACIÊNCIA DEIXA DE SER VIRTUDE

Por admin
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Por ocasião da passagem no dia 9 de Maio (Sexta-feira), corrente de mais um aniversário da elevação à categoria de VILA à vetusta Sede do Distrito de Inharrime que há mais de Sete Janeiros quis o destino que testemunhasse a minha chegada a este Planeta megalomaníaca e que se depender de mim irá nos próximos tempos receber e novamente testemunhar o sepultamento daquilo que serão os meus restos mortais para sempre, apresento aos quadros, dirigentes e População em geral daquele Distrito, que noite e dia se esfolam para o desenvolvimento de uma forma sustentável não só da vila mas do Distrito no seu todo, as minhas congratulações!

Parabéns a todos «Va Nyarrimi», residentes e na diáspora! A Luta pelo combate à fome rumo ao desenvolvimento Continua! De seguida outras congratulações vão para os Quadros de Cartão e de Coração da Gloriosa Cinquentenária FRELIMO, pelo trabalho levado a cabo durante três dias na Escola Central, tendo em vista a preparação e organização da Victória nas próximas eleições Gerais e Presidenciais. Foi uma verdadeira Lição de maturidade democrática a todos os títulos que devia ser aproveitado por todos os aspirantes a Políticos e a Partidecos no nosso Pais, pois o facto de a FRELIMO ter convidado Partidos da oposição serviu também para ensinar que ela (FRELIMO) nada tem a esconder, pois tudo é feito em pleno dia à vista de todos. Infelizmente, enquanto a mais antiga organização partidária dá lições de competência e transparência, e se esmera na capacitação dos seus Quadros, outros há que ao invés disso, alimentam-nos dum crescente paradoxo: de dia, desviam as nossas atenções entretendo-nos com verborreia barata em Conferências de Imprensa, comportando-se como se de gente civilizada se tratasse, de noite todos ficam pardos como os gatos! Vem este arrazoado de cariz político (à talhe de foice como diria o meu amigo desaparecido Beula la Mahala), a propósito dos últimos acontecimentos perpetrados pelos apadrinhados do «tshukwa/Wharhi», (PERDIZ). É que tem sido mesmo chocante e muito triste ver pessoas com formação mais do que superior (uns quantos são Mestres e ou Doutores) armados em papagaios sob Cadeirões rotativas e secretárias, a usar e a abusar da santa paciência dos Moçambicanos. De dia, vestidos de estafetas, quais mordomos de sua majestade o Matshanga­mor, residente em lugar inserto, reivindicam estúpidas, absurdas e impraticáveis «PARIDADES» no Exército, na Polícia e na Segurança, falando como se fossem autoridades, isso irrita a qualquer um que paga imposto e deseja viver em Paz e protegido. De noite, metamorfosearem-se e, disfarçados na derme desse réptil saurofídeo conhecido por Camaleão, cuja pele muda de cor sob a acção da luz e da vontade do próprio animal, dando instruções aos seus sequazes para, camuflados e misturando-se com os animais das matas da Gorongosa,uma área de conservação situada na zona
limite sul do Grande Vale do Rift Africano, no coração da zona centro do nosso Pais, abrir “crateras” na Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço Muxúnguè-Save, tal como haviam feito em Novembro do ano passado,matarem gente inocente, como se não nos bastassem os acidentes de viação que por si sós provocam dezenas de viúvas e órfãos semanalmente. Quando se lhes apetece na real gana, dão-se ao luxo de determinar os dias de tréguas em que estão saciados do sangue de pobres inocentes e gritam: «durante os dias tais não mataremos ninguém», como o fizeram na Quinta-feira passada! Enquanto isso, oiço e não raras vezes, vozes de gente bem esclarecida a apelarem e condenar o Governo exigindo para que se mantenha-se paciente para com os assassinos, porque no dizer desses, «o Governo tem de ter paciência porque ela é a mãe de todas as virtudes». Apesar do estadista, filósofo e escritor britânico,Edmund Burke,que nasceu, viveu e faleceu há mais de 200 anos antes de nós,proclamar que «avirtude é a qualidade do que se conforma com o considerado correcto e desejável, seja do ponto de vista da moral, da religião, do comportamento social ou do dever», mais adiante ele reconhece que: «há um limite onde a paciência deixa de ser uma virtude, e passa a ser Cobardia». E, por sua vez orepresentante de Deus na terra, Papa Leão III afirmava que «a audácia dos maus, alimenta-se da Covardia e da omissão dos bons». Com efeito O domínio do crime organizado; do banditismo que se expande sem controlo; da total impunidade dos criminosos engravatados de dia e munidos de pás e picaretas de noite para sabotar estradas e assaltar viajantes incautos, é claro, notório, translúcido. O governo não pode estar impávido e sereno a essas chacinas. Um dos grandes chefes do crime, reclama que o Presidente da República deveria se deslocar de helicóptero para lá no seu «Covil», onde se esconde, rodeado de Chifres, cabaças e demais mezinhas amarrando como cinto uma Hamsá ou talismãtambém conhecida pelos nomes de chamsá, mão de Deus, mão de Fátima, olho de Fátima, mão de Míriam ou mão de Hamesh, usada como amuletocontra o mau-olhado.Ora, o terror alimenta-se da omissão e da Cobardia. Burke, atrás citado, escreveu que para o triunfo do mal só é preciso que os bons não façam nada, bastando cruzar os braços para o mal vencer. Nem pensar!Todos nós, com a inocente esperança de viver melhor, assumimos mais compromissos do que podemos e depois nos surpreendemos com problemas mais sérios e inesperados do que imaginávamos enfrentar. Chega de Paciência. É tempo de agir. Em bloco contra os assassinos!

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