Hoje pontuo a partir da cidade de São Paulo, com 15 milhões de habitantes. A avenida Paulista é onde se cruzam as cores, as nações, as línguas, em suma, o mundo. É, inequivocamente, o principal cromo desta cidade, essencialmente económica, e que puxa todo o Brasil.
Na avenida Paulista tem-se um micro-mundo de organização turística urbana que prova ser funcional; nada que nós, moçambicanos, não possamos fazer, por exemplo, na avenida Samora Machel, na capital do país.
A partir das dez da manhã na Paulista há mil e um motivos para palmilhar e ficar grudado àquela avenida. Exemplos: quiosques de venda de jornais, revistas e guloseimas; vendedores de peças de arte; vendedores de bíblias; acordes de guitarra de músicos que ainda buscam um lugar ao sol; filmagens para a produção de vídeos, etc., etc.
Mas é ao cair da noite que o neon empresta mais vida à avenida e os bares estendem-se para os passeios: cadeiras e mesas são disponibilizadas à clientela, e cada um vai molhando a garganta com o líquido predileto e vai dando largas à vida. Afinal, só se vive uma vez.
André Matola



