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Outra vez Namanhumbir!

Por admin
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Para que fique registado, em 2 de Junho de 2012, na página 9 do matutino “notícias”, este autor escrevia assim sobre Namanhumbir, quando o perigo não tinha atingido as arraias de roubo, invasão e crime e da necessidade de envolvimento de pelo menos dois Estados a que se chegou (vide o artigo de Fundo desta edição). Republicamos tal igual:

“Já há tiros na mina de Rubi, em Namanhumbir, queimam-se viaturas, todos os dias são de luta entre os legalmente autorizados a explorar o minério e os fora-da-lei, numa peleja em que aparentemente estes últimos acabam sendo os mais fortes.

Os tentáculos que se desenvolveram ao longo do tempo de indefinição de pertença da área mineira, estão a ser difíceis de cortar pela raiz, porque há muita mistura de interesses, que à luz do dia parece ser uma mera insatisfação popular.

Hoje, depois de muito dinheiro investido para a exploração legal e competente do minério, volta à ribalta a acção dos estrangeiros que naquele perímetro regional são aos montes, que usam os nacionais para se rebelarem contra a ordem instituída, continuando não só a fazer o garimpo, como ameaçando a empresa que o governo moçambicano autorizou.

A segurança privada lá instalada está a dar mostras que, pelo menos até aqui, não aguenta as incursões dos cerca de 2000 garimpeiros ilegais, anestesiados de diferentes e diversificadas drogas, com muito dinheiro à disposição.

Os contornos avisam-nos que, se é verdade que a área foi concessionada a uma empresa, que já está a gastar muito dinheiro visando a exploração empresarial da área, há, por outro lado, uma grande força externa que não desarma e vive da ilegalidade que pretende mantê-la, até que a outra parte desista.

De novo descobre-se que, apesar de tudo, em Namanhumbir está a riqueza que se supõe ser do Estado moçambicano, que pretende ter uma mais-valia, a partir dos impostos que serão pagos pela exploração. E há quem luta, à-vontade, para contrariar essa pretensão.

E o problema acaba não sendo apenas da empresa que explora ou que pretende explorar o Rubi de Namanhumbir, pois o Estado está a ser beliscado, por estrangeiros que descobriram que o nosso governo, tal como o seu povo, estão a “ferrar” de um profundo sono.

Todas as forças, incluindo as paramilitares, são poucas para enfrentar os desordeiros da estranja. Será? Quando o Estado é posto em causa, já não é uma empresa que resolve o problema, ainda que esta tenha de ser chamada a tal evitar, em primeira instância.

Em Namanhumbir, o abuso às autoridades está evidente. Todos sabem que são estrangeiros a causa dos frequentes tumultos à procura de rubi, houve um levantamento estatístico, no ano passado e parou-se nos 80. Hoje deve haver muito mais estrangeiros!

Depois de autorizada a empresa, parece que as autoridades deixaram tudo com ela. Mas também não há polícia suficiente que esteja constantemente em Namanhumbir, quase feita garimpeira, mas há a necessidade de uma saída vinda de um trabalho tripartido (empresa, Recursos Minerais, Polícia) em que cada uma das partes complemente o que as outras não conseguem.

Não gostaríamos de rir, de gozo, por não termos podido acolher muito dinheiro investido, quando é exactamente o que nos falta para ainda sonharmos com um futuro, não melhor, mas pelo menos não absolutamente pobre.

Só devia ser aqui, onde estrangeiros chegam, instalam-se e ainda ameaçam, já não há requisitos para se ser estrangeiro…por favores, unamo-nos para defender o que é nosso e sejam esclarecidas as zonas de penumbra que estão a ser utilizadas para perenizar a instabilidade em Namanhumbir!

Disse, ainda que seja por dizer!”

Hoje parece que tinha razão, não estava a dizer, tao pouco, por dizer!

Pedro Nacuo

 

 

 

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