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O MUNDO RALHA DE TUDO: POR ISSO, É MAIS TOLO QUEM DÁ AO MUNDO SATISFAÇÕES

Por admin
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“…Todo o homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar…” Tiago 1:19

 

Passadas que foram as festas de Natal para os Cristãos e do Dia de Família para os outros com relativa tranquilidade, fazemos votos para queno novo ano de 2014 que iniciadentro de três dias, possamos viver intensamente cada momento com muita paz e esperança, pois a vida é uma dádivaecada instante é uma bênção de Deus. Como disse um dia um pensador “Tenhamos um elo forte, pior que a maldição: uma amizade eterna que vai além da perfeição.

Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto”.Algumas vezes a nostalgia e misto de desperdício por pensar no meu tempo de juventude invade-me o coração e fico como se diz na gíria em palpos de aranha, quando as recordações de outrora me trazem de volta o tempo em que um estudante do segundo ciclo dos Liceus (Terceiro e Quarto anos), era obrigado a conhecer de cor e salteado, todas as obras dos Escritores dum pequenino País da Europa Ocidental que se chamava a si mesmo de “Portugal Continental ou Metrópole Portuguesa”. As suas reduzidíssimas dimensões, (pouco mais de Noventa e dois mil Km2), era um pouco maior que as da Província de Cabo Delgado, porém, Nove vezes menor que a República de Moçambique, à qual negava a sua existência como País, dando-lhe sucessivamente os estatutos de “Colónia Portuguesa de Moçambique, Província Ultramarina da Africa Oriental Portuguesa e Estado Autónomo de Moçambique”. Obras como o “Cancioneiro”, atribuído a D. Diniz, que figura na lista como o Sexto Rei de Portugal, passando por Gil Vicente, Garcia de Resende, Luís de Camões entre muitos e desembocando em Frei Luís de Sousa, Fernão Mendes Pinto, Manuel Maria du Bocage, Júlio Diniz, Almeida Garrett, etecetera, etecetera, eram como uma espécie de um Rosário ou ladainha de Nossa Senhora.O critério para passagem de classe era conhecer de memoria todos e cada um dos Escritores Portugueses bem assim como as suas respectivas Obras, algumas delas selecionadas para constarem como Lições num volumoso Livro de Leituras, cujo conteúdo sempre terminava com um fim moral. Nenhuma obra de João Albasine, Rui Knopli, Rui de Noronha, Noémia de Sousa, José Craveirinha, Luís Bernardo Honwana, eram tidas nem achada.Para não falar dos Escritores do pós-Independência.Mas, por exemplo,Belchior Manuel Curvo Semedo Torres de Sequeira, também conhecido porBelmiro Transtagano, um médico da Casa Real e poeta português, que nasceu e viveu entre 1766/1838e escreveu extensos textos sobre a medicina, em português e latim, sendo uma das suas grandes obras as chamadas “Composições Poéticas” , e a tradução das célebres Fábulas de Jean de La Fontaine, o celebérrimo escritor Francês considerado pela crítica literária como o pai da fábula moderna, era de conhecimento obrigatório pelo estudante Moçambicano.A Obra que serve de Título do presente “Desabafo”, foi extraída da “estória” d’o “Velho, o Rapaz e o Burro” cuja moral, Belmiro Transtagano, procura transmitir a ideia de que, ninguém neste mundo em pleno gozo das suas faculdades mentais, consegue satisfazer o mundo. Vem esta visita ao passado por causa da recente indicação dos três pré-candidatos a candidatos à sucessão ao cargo de Presidente da República do actual Magistrado da Nação, Armando Emílio Guebuza. De todos os lados saiam vozes em que diziam que a demora na indicação do seu sucessor, era porque o Presidente não pretendia largar o poder, dada a genica com que faz as coisas desde que começou há quase dez anos, chegando a compará-lo a uma aeronave que deve abrandar o vôo ao aterrissar o que não se nota no estilo do trabalho do Presidente que mantêm o mesmo rítmo de sempre, diziam. Também diziam que a demora na indicação do futuro sucessor era porque estaria a preparar a sua própria esposa ou filha para o substituir. Com a presente lista dos três, as mesmas vozes agora clamam que a Lista é curta, que devia conter mais nomes, como seja trazer uma Lista contendo os mais de três milhões de membros da FRELIMO, espalhados por todo o País. Alguns desses “experts”, cujas opiniões são as “mais esclarecidas e indiscutíveis”, dizem-nos que um daqueles três pré-candidatos não deveria ser apresentado como tal, pelo facto de ter sido (há mais dez anos), Primeiro Secretário duma Província que acaba de perder eleições autárquicas a favor da oposição! São pessoas intolerantes, de um comportamento que beira o fanático, quando a questão é fazer prevalecer os seus “pontos de vista”. Algumas dessas pessoas, são tão impulsivas que se deixam guiar pelo calor de momento. Cegas pela raiva e vontade de estarem por cima, isso as faz agirem e falarem sem pensar, semeando assim muitas das vezes, mágoa e discórdia. Intransigentes e muito críticos, reagem à medida que não aceitam o ponto de vista alheio e às diferenças do outro. E nós, pobres mortais, na opinião delas, devemos limitar-nos a escutar as suas “sábias e nobres” opiniões e, ainda que os seus argumentos nos soem ridiculamente absurdos! O que me consola é, o conselho que Manuel Curvo nos dá no final da sua Fábula: É MAIS TOLO QUEM DÁ AO MUNDO SATISFAÇÕES.Também um velho Provérbio Árabe reza o seguinte: “Não importa o latido dos Cães, não importa o barulho que façam, a Caravana segue o seu caminho, apesar deles…existe uma estrela a ser seguida, um pensamento a ser preservado, e nada vai impedir que a caravana siga o seu rumo”. Siya Vuma!

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