
Numas eleições um partido pode ter melhor expressão eleitoral em certas regiões, que noutras, é normal em democracia.Isto demonstra a importância que o sistema eleitoral tem para a concretização prática do princípio do pluralismo político.Há regiões de maior adesão por o partido ter melhor implantação, mas no cômputo geral o vencedor é aquele partido que no final obtém mais votos no universo eleitoral.
A governabilidade do país não pode ser posta em causa, só porque um partido político teve maior expressão em uma, duas, ou mais provinciais. Nada disso está previsto na Lei e no sacrossanto da Constituição.A constituição da República não pode ser adulterada, para acomodar interesses inconfessáveis. Acusar o Conselho Constitucional, um orgão de soberania de fraude, ou de promover a fraude eleitoral é infamante, e de uma indignidade de bradar aos céus.É uma tentativa de sedimenar uma mentira sem porto de desembarque.As declarações da Renamo perdem fundamento se for tomado em conta que Filipe Nyusi não foi só declarado vencedor pelo Conselho Constitucional, mas pelos eleitores que afluíram às urnas, para uma vez mais, escolher o futuro dirigente do país.Como disse e bem Filipe Nyusi, “a consulta popular é o momento que é dado aqueles sem voz , a voz da razão”.
Mas vamos discutir as diatribes de um biltre metido a político?Sinceramente julgava que em função de uma nova ordem pós eleitoral, o tópico da minhas crónicas iria mudar, mas Afonso Dlhakama não me deixa outra alternativa senão coloca-lo sob a mira preferencial do meu laptop.
Ora que nome dar ao lider de uma organização partidária com assento parlamentar, que dá ordens à sua milícia para que sejam mortos nacionais para fins políticos? Com este acto feriu o principio da democracia, contudo foi-lhe feita a vontade de politizar os orgãos eleitorais.Que conotação dar ao lider político partidário que desrespeita a ordem Constitucional, e de forma deliberada e incessante tenta provocar uma crispação social violenta de carácter tribal e regional que favoreça o seu jogo politico? De lembrar aqui a ordem constitucional, são o conjunto de leis e regras, que mantém a ordem e a direcção de um país.A Renamo vem querendo golpear o estado de todos os flancos.
O governo vem financiando a Equipa Militar de Observação da Cessação das Hostilidades Militares (EMOCHM), cujo mandato está a terminar.E porque razão a Renamo vem condicionando a divulgação da lista dos seus homens a incorporar nas FDS ao modelo de enquadramento? A Renamo pretende uma paridade ou partilha de comandos nas FADM e na PRM, onde já se viu?A política de defesa e segurança compete ao executivo e mais nada, e todo o território nacional está sob jurisdição política e administrativa do governo, e ao alcance da mira das FDS.
Com Filipe Nyusi temos uma agenda de governação bem definida para Moçambique, e ao que tudo indica os adversários da nossa soberania mais a Renamo também.A diferença é que a agenda do executivo está dentro da legalidade e a deles como sempre fora da lei.Estamos vigilantes.
A leitura a fazer do desnorte de Afonso Dlhakama, pressupõe ter origem na pressão estrangeira em desespero de causa, na ânsia de roubar as riquezas de Moçambique.Assistimos ao final push, direcionado a criar o caos às mãos do rebelde sem causa.Enfim, trata-se de matéria de segurança interna,….Moçambique é um estado de direito democrático. Em questões de soberania os moçambicanos são patriotas, e do Rovuma ao Maputo em conjunto com as FDS irão com todo arreganho defender a legalidade, e combater a farsa e o farsante. Uma farsa liderada por um indivíduo que se diz democrata, mas em momento algum aceitou as regras do jogo, e cuja organização desconhece a democracia interna.
A era da impunidade terminou, que o diga António Muchanga. Esta é uma prova de que o estado funciona, pois doravante ninguém impunemente pode incitar a violência, ou pôr em causa a segurança do estado.
A diferença entre o partido Frelimo e os outros, é que o partido do poder é um partido de expressão nacional e de patriótas, enquanto a Renamo por exemplo é de cariz regional a reboque de interesses estrangeiros.A chantagem da Renamo de recorrer ao boicote parlamentar (um orgâo de soberania), explica o quadro de subdesenvolvimento político e cultural dominante da sua liderança, bem como a inerente subserviência política ao estrangeiro.É um grupo anárquico, com uma liderança pouco séria e desonesta.O tudo ou nada da Renamo resultará em nada. Já no passado vivemos experiências idênticas, contudo esta tentativa de bloqueio político, é do mais baixo exemplo do terceiro mundismo político, nascido de uma farsa, mesmo condizente com a mentalidade farsante do seu líder.Claro que independentemente da posição da Renamo as Assembleias provincias e da República irão tomar posse nas datas previstas.Quem perde é a Renamo e mais ninguém.O passo seguinte imagino qual seja,não será surpresa, contudo o estado moçambicano não cede a chantagem venha donde vier.
Moçambique rumo ao progresso.
PS. Como autor do texto reservo-me no direito de não permitir que o texto seja reproduzido na rede social, na ferramenta de busca google por qualquer blog que não seja o jornal domingo
Inácio Natividade



