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Frelimo – O partido do Poder

Por admin
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Quando o governo moçambicano se esforça em construir infra-estruturas económicas como pontes, autoestradas, fábricas, hospitais, escolas, universidades, bancos etc. num universo de 24 milhões, quantos haverá com noção de que o fenómeno desenvolvimento tem a ver com a luta contra a pobreza?

 

Quando o projecto, vulgo sete milhões, promovido pelo presidente Armando Guebuza é posto em prática, quantos haverá, senão aqueles que dele benefeciam directamente com a noção do seu impacto na luta contra a pobreza, especialmente na vida rural?

A luta contra a pobreza é também pela percepção do estado de subdesenvolvimento em que nos situamos, segundo padrões de qualidade de vida estabelecidos universalmente.

Não pode haver evolução qualitativa sem educação pedagógica, nem uma opinião formulada harmoniosamente equilibrada na sociedade, quando a narrativa recorrente da Media adversária do partido Frelimo, continua sendo aquela de desvirtuar com a desinformação os avanços obtidos, ora recolocando escolhos ameaçadores à estabilidade política desejada.

 Discordo da asserção sobre a incapacidade do executivo de formular políticas que se adequam às exigências do país, com uma população cada vez mais exigente.

Houve factores externos a desgastar a imagem de Guebuza, para depois clamar ausência de unanimismo no partido Frelimo, mas isso é pura ilusão óptica. O partido está forte, e sairá mais fortalecido em torno da decisão do Comité Central, relativo ao sucessor de Armando Guebuza.

A razão deve falar mais alto que a politiquice de má lingua, e o discurso sobre potencial erosão política não devem abalar o discurso da vitória, da abnegação a causa do partido Frelimo, nem deixar espaço a equívocos redutores. Não se pode denegrir uma obra tangível resumindo-a em postulado, em benefício da elite política e seus amigos consultores e empreendedores estrangeiros.

A sociedade moçambicana no último mandato do presidente Armando Guebuza, tem sido fustigada por más-línguas, palavras de escárnio e maldizer, a coabitar com esta política rasteira encomendada, via injecção de dinheiro estrangeiro, com vista à criação de uma alternância política à direita do partido Frelimo.

Porque razão a referida Media não dispõe de tempo de antena, para se debruçar sobre paradeiro do proscrito líder terrorista Afonso Dlhakama ou da personagem sinistra Alice Mabota, em constante abanar do rabo aos ultraconservadores da direita estrangeira ou do MDM com apoio financeiro dos ultra-colonialistas?

O partido Frelimo é um partido moderno pertencente a social-democrata e a grande família da social-democracia e socialismo democrático, a Internacional socialista.

Com efeito uma opção ideológica liberal na condução da política económica e social é contrária aos valores defendidos do partido.

Mas o partido Frelimo é o partido da governação, e tem sabido lidar com o género de bloqueio, cimentando a sua liderança como partido de todos segmentos da população.

No interior do partido o importante é que a acção política partidária seja orientada, tendo como base a leitura das condições objectivas.

Sabendo como hoje sabemos das motivações dos adversários políticos, acho inconcebível tendo em conta o timing, levar o discurso sobre potencial clivagem entre os orgãos do partido Frelimo, a uma certa Media que mostrou ser adversária política.

A coesão dos orgãos decisores não deve em momento algum ser posta em causa junto aos militantes, e nem colocada como referêncial de convicções equivocadas.

O partido Frelimo é um partido da governação, e a sucessão de Armando Guebuza será natural, como foram as outras.

Confio plenamente que o eleito saberá defender o programa do partido, e gozará da fidelidade das bases, e das elites do partido.

O factor crucial do sucesso da organização do poder dentro e à volta do Partido Frelimo é o controlo exercido pelo partido sobre os seus membros proeminentes.

O resultado tem sido a realização de ajustamentos à estrutura do poder, em resposta aos desafios pontuais ditados da conjuntura política, através de arranjos políticos, entre tendências e segmentos do partido, e as elites constituintes do partido da governação.

Seria bom que os membros do Comite Central repensassem no seu gesto irreflectido, porque um comportamento tipológico sem antecedentes no historial do partido Frelimo, não é digno de palmas, mas de censura. Estamos a falar do partido de mais de 4 milhões de membros com outros tantos milhões de simpatizantes, que edificou a nossa República.

Sempre achei que a proposta da Comissão política não condicionava à entrada de outros nomes, como potenciais candidatos à sucessão de Armando Guebuza.

 A posição dos Antigos Combatentes da Luta de Libertação (ACCLN) ao abrir caminho a novos candidatos, vem dar mais luz à questão dos nomes propostos da Comissão Política do partido Frelimo. Essa é a minha interpretação, e salvo qualquer erro de avalição que me transcende, será a mesma leitura do Comité Central.

Quanto à questão da revisão da Lei eleitoral n° 6/2013, de 22 de Feve­reiro, e n° 5/2013, de 22 de Feve­reiro, as propostas foram subme­tidas à aprovação do Parlamento no dia 17 de Fevereiro pela banca­da da Renamo, à luz dos acordos alcançados no diálogo político entre o Governo e aquele partido da oposição.

Quantas vezes a Renamo foi aconselhada pelo governo a endereçar a sua preocupação através de uma emenda contitucional a ser submetida pelos seus deputados à Assembleia da República? Lembro-me de uma sessão extraordinária o ano passado para acomodar as intenções da Renamo. Em vez disso o que a Renamo fez? Pegou em armas e em desafio ao estado de direito. Matou e feriu cidadãos, entre soldados e civis, destruiu infra-estruturas económicas… Mas a mando de quem?

Segundo analistas estrangeiros, este paradigma é comum em muitos países africanos. Normalmente é motivada de interesses financeiros e alheios ao interesse dos países.

A minha pergunta é esta. De que vale confiar numa premissa à base de interesses inconfessáveis, colocando em risco a segurança do estado?

Se a premissa era indisputável não seria o hemiciclo o espaço ideal para esgrimir as diferenças, e buscar pontes de consenso?

Será que existe alguém em Moçambique capaz de ainda votar na Renamo? O que a Renamo desejou e não conseguiu foi reavivar as memórias da guerra, a falta de ética política e a Lei da selva.

Concordo que o MDM sem esqueletos no armário, e uma Renamo desarmada devam participar no diálogo sobre uma apreciação e revisão da Lei eleitoral, desde que esta expresse a vontade da maioria dos partidos com assento parlamentar.

É de saudar o acordo que vai permitir que o STAE passe a contar com representantes da Frelimo, Renamo, e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o terceiro maior partido moçambicano.

A participação deste partido político no diálogo fortalece a democracia moçambicana.

Moçambique não pode estar refém do terrorismo para ganhos políticos.

Pergunto, qual o papel do deputado da Renamo? Por vezes sinto que alguns devem sentir-se embaraçados ou mesmo envergonhados das diabruras do seu líder.

Moçambique Rumo ao Progresso.

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