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Eu moçambicano me confesso (1)

Por admin
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Moçambique e moçambicanos não necesitam de observadores internacionais para resolverem diferendos políticos que possam existir e muito menos facilitadores nacionais.

Temos uma constituição que é a carta magna que nos guia, e um parlamento com o seus representantes legais a funcionar, constituido pilar da democracia por nele se  refletirem os anseios mais profundos do cidadão.

É revoltante testemunhar e calar,  verificar que a Renamo  está a perpetrar ataques contra alvos civis e militares, para além de destruir bens, na tentativa de forçar o governo a violar a Constituição da República. Esta baixeza de processos “prática de terrorismo” tornou-se recorrente no reportório pessoal estratégico táctico  de fazer política da parte desta organização.

Apesar da incongruência evidente cultivada  no seio da sociedade política,  não faltam aqueles predispostos a dar cobertura a este tipo de conduta. Pessoas que de forma falaciosa tentam denegrir a integridade dos dirigentes moçambicanos, usando lixo jornalístico, e enredos fúteis, desinformação e boatos para entreter a praça e desviar as atenções do que realmente a nós como povo  e Nação interessa.

Essas pessoas acham deter o estatuto certo, susceptível de influenciar um  núcleo determinado de pessoas,  fazendo-o  funcionar como grupo de pressão política para alterar a constituição da República.

Ao persistir na contenda de desafio a uma ordem estabelecida com enorme sacrifício os ditos facilitadores anelados a Renamo seus aliados de estimação,  trilham caminhos de isolamento político sem retorno à vista.

A Lei eleitoral não deve ser motivo de contenda política. Podendo não agradar a todos é Lei. Foi votada é aprovada no parlamento por consenso.

A nós moçambicanos nunca interessou desvirtuar os valores da democracia  para acomodar interesses  individuais, de grupo, interesses políticos de partidos, mas somente da Pátria amada.

O compromisso nacional com a democracia não se esgota em exercícios pré-fabricados em nome de interesses sombrios, mas da Nação do Rovuma ao Maputo e do Zumbi ao Índico. O governo tem a Lei do seu lado e o reconhecimento da comunidade internacional. A Renamo vê o seu apoio diluido pelo país inteiro. Todos já se aperceberam tratar-se de instrumento pré-fabricado pelos colonialistas em fuga, para futuras incursões de desestabilização.

A democracia funciona e pode muito bem funcionar sem a Renamo, embora neste capítulo considere que uma Renamo desarmada e seriamente empenhada em participar no processo político democrático tornaria a democracia mais reforçada.

Infelizmente a premissa  é impossível colmatar sob a direcção da actual chefia militar de Afonso Dlhakama. Sendo ilusão pensar-se numa transformação tão radical, sem uma ruptura de princípios que possibilite a Renamo liberta-se dos espartilhos condicionadores da sua evolução ao longo de anos. A sua transformação em partido político está comprometida. Hoje em dia ninguém do estrangeiro, país ou indivíduo, tem coragem de dar a cara por uma organização antidemocrática que não perdeu o hábito de usar o terrorismo como arma política. Moçambicanos apoiantes da Renamo são aqueles que ainda olham para o partido do governo Frelimo e os seus militantes como inimigos. É apanágio de um grupo que ainda julga politicamente correcto exibir  posando para fotografia um jovem com idade escolar com uma arma na mão do que capacita-lo  mandando-o ir à escola.

Esta Renamo está há anos luz de entender o que o governo, Moçambique e os moçambicanos necessitam: a paz e o progresso.

Infelizmente situações destas são comuns em países em desenvolvimento e particularmente em África, onde forças de bloqueio como a Renamo instigados por motivações de natureza tribal e regional e económicas, na ausência de uma autoridade forte disciplinada, podem perturbar a ordem e o progresso e a evolução democrática.

Esta situação, mormente impensável no ocidente, resulta da fragilidade e estado incipiente de algumas estruturas ao serviço da democracia, num país com extensão enorme como Moçambique. E da falta de capacidade de resposta militar  e segurança adequada ao serviço do estado de impor a lei e ordem. Temos ainda que contar com o trabalho dos agentes estrangeiros a coberto pela surdina da noite no seu trabalho de sapa, na missão diplomática de assessorar os adversários políticos da nossa democracia.

Os inimigos de Moçambique estão aí à vista, precisamente no momento em que julgam ideal para disputar os recursos naturais infindáveis de que o país dispoe. 

Não nos interessam facilitadores religiosos, Moçambique é um estado laico, nem académicos, por o lugar destes não ser certamente a política, nem alterações à Lei eleitoral fora do contexto. Tanto Dom Dinis Segulani quer o Sr. Rosário podem sempre que a Renamo o entender integrar  a sua delegação no diálogo como assessores destes.

Será que este senhores não sabem o que é democracia, ou estão ávidos de dinheiro e poder que preferem fazer ouvidos de mercador do que salvar a face?

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