Início » DOS DESMAIOS NAS ESCOLAS E DAS CIÊNCIAS OCULTAS

DOS DESMAIOS NAS ESCOLAS E DAS CIÊNCIAS OCULTAS

Por admin
100 visitas
A+A-
Reset

“Quem pode entender os próprios erros! Expurga-me tu dos que me são ocultos” Sl 19:12

Nos tempos que já lá vão, consideravam-se analfabetas aquelas pessoas que não soubessem ler nem escrever. Porém, ultimamente o termo “analfabeto” costuma ter um uso mais extenso e é usado para fazer alusão aos indivíduos que são ignorantes ou que carecem de instrução elementar em alguma matéria. Por outro lado, nos últimos anos, tem-se vindo a desenvolver o conceito de “analfabetismo digital”, que se refere às pessoas que não possuem os conhecimentos necessários para interagir com as novas tecnologias (como é o caso da Internet). Por isso, mesmo depois de vencer o analfabetismo, através de saber ler e escrever a ignorância não termina ali. É necessário livrar-se da ignorância global. Daqui tornar-se necessário adquirir o “conhecimento científico”, que é a informação e o saber que parte do princípio das análises dos factos reais e cientificamente comprovados. Quando queremos reforçar argumentos a favor de alguma coisa, pensamento, produto ou técnica afirmamos que é “cientificamente comprovado”. E, pronto. Na discussão, todos calam-se frente a este argumento. A ciência representa a actividade humana em que se busca constantemente a verdade, uma verdade técnica, uma verdade mensurada e reproduzível em qualquer parte da terra. Na filosofia, mãe de todas as ciências, a verdade é uma coisa passageira, abstracta, temporária e praticamente não existe. Na ciência, a verdade é a obtida com os meios de hoje. Na dinâmica da ciência, a verdade necessariamente é mutável e neste momento tem-se uma verdade que vale, mas amanhã poderá ser diferente. Para contrapor-se à ciência, ela (ciência), implora para que se prove que ela está errada. Como esta expressão é muito forte, ela foi e é muito explorada comercialmente no mundo da publicidade para conquistar o consumidor. Se no rótulo ou na propaganda estiver escrito “cientificamente comprovado”, deve-se perguntar: quem testou, onde foi publicado, como foi publicado? Foram cientistas independentes ou pesquisadores pagos pelo fabricante que publicaram? Nos casos em que não se comprove o carácter científico de um produto em cujo rótulo ou peça publicitária conste que foi “comprovado cientificamente” pode-se caracterizar uma publicidade enganosa. E pronto. Basta de bla, bla, bla. Vamos aos factos. Em muitas escolas do país, e não só, crianças, principalmente do sexo feminino, caem e desmaiam sem nenhuma explicação clara, transparente e cientificamente comprovada. Recentemente, alguns meios de comunicação social, designadamente as rádios e televisões, deram-nos conta que, num dos bairros da cidade da Matola, maioritariamente habitada por combatentes da Luta de Libertação Nacional, geralmente reconhecidos pela sua aversão a superstições, homens e mulheres caem, desmaiam, e quando recuperam os sentidos, de seguida, são acometidos por sessões colectivas de vómitos. Contou um casal dessas, vítimas dessas forças movidas pelas ciências ocultas, que quando queriam se socorrer mutuamente sentiam-se impelidos por uma força predominante e irresistível e novamente desmaiavam. “Está-se mal, está-se mal”, gritava visivelmente aturdido e confundido um antigo homem forte das matas, agora acossado por um medo inexplicável. Como explicar esses fenómenos na base das ciências naturais, se o único facto comprovado nisto tudo são os desmaios, vómitos e perturbações ou alucinações!? Só os versados em ciências ocultas é que podem dar explicações “cientificamente comprovadas”.

Kandiyane Wa Matuva Kandiya
nyangatane@gmail.com

Artigos relacionados

Focus Mode