“Aquele de vocês que nunca pecou, atire-lhe a primeira pedra” João 8:7
Como mandam as regras de boa educação, antes de imiscuir-me na querela gerada à volta das três personalidades, começo por apresentar os meus sentimentos de pesar à cantora “Liloca”, porque segundo se diz terá perdido recentemente o seu progenitor. Que a alma do finado pai da cantora encontre o merecido descanso. Envolvendo-me agora no imbróglio, à primeira vista, parece-me que estamos perante duas senhoras de comportamentos adversos em volta de um homem safado: por um lado uma Maria de Lurdes pudica e recatada e por outro uma Liloca devassa e pronta para ser apedrejada e no meio um “Mr. Bow”, mal-arranjado, mas que tem pretensões de fazer boa figura. No que tange à presumível devassidão da cantora Liloca, (qual Brigite Bardote moçambicana, devoradora de homens), fico com a impressão de que, alguns dos que alimentam essa controvérsia, (Lurdes/Mr.Bow/Liloca), são movidos de inveja, esse sentimento de angústia, ou mesmo de raiva, perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem.Outros ainda, os seus artigos, ao contrário de denegrir os jovens em particular à cantora “Liloca”, deixam isso sim, bem escancarada a sua ignorância quanto à vida sentimental de muitos artistas por esse mundo fora, e por conseguinte, os nossos aqui em Moçambique obviamente não poderiam nem podem constituir uma excepção. Uma celebridade é uma pessoa amplamente vigiada pela sociedade. A título elucidativo, trago de fora, apenas três nomes de celebridades do mundo artístico: BrigitteBardot, acima citada, ex-actriz de cinema, eactual activista Francesa, conhecida pelas suas iniciais, “BB”, foi considerada o grande símbolo sexual das décadas 50 e 60do século passado.Tornou-se ícone da popularidade, ao ser eleita pela revista americana “TIME” um dos 100 nomes mais influentes da história da moda. Ela chamava a atenção da intelectualidade francesa, ao ponto de descrevê-la como:"uma locomotiva da história das mulheres", e "devoradora de homens" devido a rapidez com que terminava os seus relacionamentos e pela quantidade deles; Elizabeth Taylor, (Liz como foi mais conhecida), considerada uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos, a sua marca registada, foram os traços delicados do seu rosto e os seus olhos de cor azul-violeta, (uma cor rara), emoldurados por sobrancelhas desenhadas e espessas, de cor negra, foi uma celebridade cercada por intenso glamour, carinho de fãs e muito luxo. O seu talento e beleza impressionavam qualquer pessoa, tendo trocado o seu marido pelo melhor amigo dele, mas nos anos seguintes envolveu-se com outros homens e o casamento terminou. Nos anos 70, ainda casada, passou a trair o marido com um embaixador iraniano nos Estados Unidos, com o qual encontrava-se em quartos de luxo da cidade; Marilyn Monroe, uma famosa actriz americana, considerada um dos maiores símbolos sexuais do século 20, foi reconhecida em todo o mundo até aos dias de hoje, pela sua exuberante beleza que até o então Presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy teve um caso extra-conjugal com ela. Claro que não sou a favor de nenhum tipo de promiscuidade, mas o que quero deixar claro é que não vejo razão da união dos dois jovens Cantores de ser badalada, sobretudo “diabolizando” a Liloca, pelo seu fascinante traseiro. Termino recordando à “Liloca” e “Mr. Bow”, um provérbio árabe:os “cães ladram e a caravana passa”. Quanto à Lurdes, digo apenas que, não tendo sido Mr.Bow o seu primeiro homem, não se deve fazer de santinha, muito menos de vítima. Também doeu a quem o tirou, mas ela calou-se. Conforme-se você também. A vida dos artistas é assim mesmo. Tá!?
Kandiyane Wa Matuva Kandiya
nyangatane@gmail.com



