Quem não leu os primeiros dois números e não tem possibilidade de os achar, corre o risco de não entender a sequência. Mas está autorizado.
Até aqui estávamos a falar da crise financeira internacional, aquela que afectou os grandes bancos, os grandes (economicamente) países. Aquela que obrigou a que todas as nações chorassem, e, mesmo assim, em opinião sincera da minha parte, não assustava a maior parte do nosso país, porque nunca não viveu em crise.
Se aquela não assustou, pode assustar a forma assustadora como esta vigente está a ser assustadoramente apresentada aos olhos de quem vive o país desde que ele existe como soberano.
Não se compreende que no ano em que a produção chegou a níveis esmagadoramente superiores e o Moçambique real está triste por não ver os seus produtos a serem comprados a preços justos e escoados para os centros que disso esperam para a sua sobrevivência… seja exactamente aqui onde se fala de crise.
Falamos de crise num país que há três ou quatro anos passou a ter mais estradas e pontes em regiões nunca antes lembradas, quando já se anda em asfalto de Nampula a Malema, de Pemba a Palma, quando a Zambézia se atravessa em três horas de tempo, pelo menos pela sua principal espinha dorsal…
Pedro Nacuo



