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Convite declinado

Por admin
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Há soluções financeiras que me dão o poder de realização, precisando de um financiamento para os meus projectos, nas áreas de habitação, automóvel, educação, negócio, agricultura e saúde e pedem-me para que visite o domicílio de toda essa bondade, a ver se o meu futuro acontece agora. Eu não quero!

Dizem-me que basta ser funcionário ou agente do Estado, tenha o formulário de crédito devidamente preenchido, declaração do salário, paralelo e/ou recibo respectivo, título de provimento ou nomeação, extracto bancário dos últimos três meses, Bilhete de Identidade, mais o Número Único de Identificação Tributária (NUIT), o Número de Identificação Bancária (NIB) e a declaração do Banco a confirmar. Eu não quero!

Dizem-me que teria muitas vantagens, pois iriam ao meu encontro na qualidade de cliente, sem burocracias, com uma simplicidade e rapidez no processo e que teria um seguro associado ao crédito. Eu não quero!

Que não necessitaria de abrir uma conta bancária específica, que as taxas de juro são altamente competitivas, assegurando-se-me uma taxa mensal fixa. Não quero!

O desembolso a meu favor efetuar-se-ia passadas 48 horas, sem exigências de garantias, sem limites de montante e que os planos de amortização seriam a partir de 6 até 60 meses. Não quero!

Que para tal posso contactar essas facilidades na avenida 25 de Setembro, Base N´tchinga, Rua Joe Slovo, Coop e bairro de Zimpeto, em Maputo. No bairro Triângulo, em Nacala-porto, na Matola, cidade do mesmo nome. Mesmo assim, não quero!

No distrito de Manhiça, Avenida de Moçambique, na província de Maputo, na capital provincial da Zambézia, disse-me que é na esquina entre a Avenida Josina Machel e dos Trabalhadores, bairro Primeiro de Maio e em Nampula no “Eduardo Mondlane”. Hum, não quero!

Dizem que mesmo em Chimoio posso aceder a tais serviços na Rua dos Operários, na Beira na “Artur Canto de Resende” e em Pemba, no bairro de Cariacó. Será?

A Avenida Samora Machel, em Xai-xai, também é “acusada” de dispor de tais serviços, a da Independência, em Inhambane (também) e na Maxixe, na Rua dos Heróis de Moçambique. Mesmo com tudo isso, não quero!

Estou com medo. Não  passa muito(alias não passou) tempo que estoirou o caso do Banco Chinês. Desta vez vou ser esperto, por enquanto, não quero!

Pedro Nacuo

nacuo49nacuo@gmail.com

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