
Em jeito de retomada da nossa conversa da semana passada, diríamos que mais uma vez como muitas, durante estes últimos vinte e um anos, por ocasião da comemoração doDia da Paz, que se assinalou no passado dia 04, enquanto na manhã daquele dia sempre lembrado, uma grande parte da população da Cidade Capital, acorria para à Praça da Paz, para escutar as diversas mensagens lidas por representantes de diversas organizações da sociedade Moçambicana que culminou com orientações
e apelos a manutenção da Paz por muitos intervenientes e pelo Chefe do Estado, aRENAMOpor seu turno através do seu fiel “cicerone”, emitiu um comunicado difundido por alguns Órgãos de Comunicação Social, no qual (comunicado), ela (RENAMO)se prontificava a um "sacrifício mais longo que os 16 anos", (estive a citar uma das passagens do incendiário comunicado),de guerra em que ela (RENAMO), esteve envolvidaaté 1992, ano da assinatura do Acordo Geral de Paz com o Governomoçambicano.Volvidos alguns dias, o dono dela RENAMO, perante os incansáveis membros do Observatório Eleitoral diria, (citação): "É boato a notícia de que a Renamo quer fazer a guerra. Quando iniciámos a guerra em 1977, ninguém sabia quem era André Matsangaíssa nem quem era Afonso Dhlakama. Não se avisa uma guerra". Estive a citar as palavras do Dono e Papão da RENAMO.Estamos perante dois jogadores da mesma equipe mas com indumentária diferente. O Capitão vergando por orientação do treinador, camisete PRETA, cor intrinsecamente conotada com a ideia da morte, luto ou terror e várias vezes associada ao mistério e a fantasia. OTreinador por seu turno apresentava-se de fato de Treino cor AZUL significando tranquilidade, serenidade e harmonia, mas que também está associada a frieza, monotonia e depressão.Boato ou não, digamos, são dois pesos e duas medidas. Ora se existe alguém que se assume como um cancro para o Povo Moçambicano que tem de ser extirpado com gigantesco Bisturi, esse alguém chama-se RENAMO e os seus sectários que se caracterizam geral e invariavelmente por serem malcriados, desbocados e de discursos inconvenientes. Esta é, quanto a mim, a tipologia do imaginário social dos um “Renamistas ex-matshangas”. Não sei na verdade o que se passa com todos aqueles que abraçam aquele agrupamento, (pois de Partido apenas tem nome), porque mesmo aqueles que ingressam nas fileiras daquela agremiação com alguma bagagem cultural invejável, volvido algum tempo, toda a imagem que caracteriza um Moçambicano, (pessoa naturalmente simpática, lhaneza no trato, hospitalidade, generosidade, extrovertida, prestativa riso fácil, tendência pacifica e que se interessa imediatamente pelo problema do outro, virtudes tão gabados pelo mundo fora onde esteja um(a) Moçambicano(a), tudo isso, basta ser da RENAMO, desaparece, sendo sucedido por homense/ou mulheres emocionalmenteabusivos, verbale até fisicamente. Falastrões, gostam de impedir as outras pessoas de falar, pois a única coisa que eles têm de argumentar é mandar calar outras pessoas. Basta acompanhar as intervenções que têm tido nas televisões, os dois perdigões cá da cidade. À medida que se aproximam os pleitos eleitorais, aumenta a circulação de correspondência em forma de “corrente”, utilizando para o efeito toda a “parafernália”eletrônica disponível no mercado, cujas mensagens se encerram com advertências do tipo: “Vem ai eleições, sevocê é Moçambicano amante do seu País não participe nelas, mande a sua família, beber água de Kakana ou amarrar no um fio de Kakana no pulso. Passe isto em frente ou o bicho-papão vai te pegar”. Esta é a característica típica dos Boateiros: espalhar intrigas. Quando um cidadão nacional ou não, mas particularmente o nacional profere discursos do género da que fizemos alusão na semana passada, em que Santos Guizuro proclama e nos recitamo-lo: “Caros irmãos e irmãs, em certa medida Dlakama tem razão, este ano não haverão eleições, pelo menos livres, justas e transparentes, e a media mercenária (TVM, STV e MIRAMAR) vai funcionar sob o comando do Gabinete Eleitoral da Frelimo. Meus irmãos, só vêem aqui uma saída: que depois do dia 20 de Novembro, o Povo se faça a rua e siga o exemplo dos nossos irmãos mais clarinhos do norte de África. Levantem-se barricadas, derrubem-se Ministérios, nacionalizemos as televisões mercenárias e deportem-se as suas Administrações. Tempos que voltar a resgatar os valores de Samora.”, entra em confronto com o numero 2 do Artigo 46 da CRM que diz, e citamos “2. Todo o cidadão tem, ainda, o dever de cumprir as obrigações previstas na lei e de obedecer às ordens emanadas das autoridades legítimas, emitidas nos termos da Constituição e com respeito pelos seus direitos fundamentais.” Ora para mim, não restam dúvidas que indivíduos como Santos Guizuro e quejandos, são verdadeiros boateiros que deviam ser tratados conforme a lei deste Pais. Todos somos cidadãos com direitos iguais, ninguém pode-se dar ao luxo de semear boato e permanecer impoluto. Mas infelizmente não acontece com eles.Alguém teve um bom pequeno-almoço vulgo “Mata-bicho”, convoca uma conferência de Imprensa, e de tez visivelmente perturbada, solta uma série impropérios em verborreia ininteligível e, dá-se por feliz e com o dever cumprido, pois sabe de antemão que nuncaseráinvestigado e muito menos punido pelas barbaridades que aprontou. Logo a seguir um seu parceiro o desmente e o desautoriza e tudo fica tranquilo. Comportamentos desta índole deveriam ter os dias contados. Enfim…é o preço que pagamos pela aparente PAZ.



