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ADM E EDM DUAS “IRMÃS GÊMEAS” DE DIFÍCIL TRATO

Por admin
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“Mas a sabedoria que vem do alto é, pura, pacifica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos” Tg 3:17

Se existe uma coisa de que detesto fazer é de falar ou escrever sobre a minha pessoa e sobre os meus problemas em público, pois julgo ser isso típico de um menino mimado. Daí achar essa prática ridícula, socialmente baixa e criticamente errónea. E, quando inevitavelmente vejo-me na contingência de o fazer, sabendo que nem por isso irei obter algum resultado positivo, fico rigorosamente “stressado”. E, o “stress”, ultimamente tem sido culpado por muitas das mortes que ocorrem. Que o digam os médicos! Será que muita gente sabe o que é ficar “stressado?” Toda gente fala disso, porém alguns os mais calmos e pacientes não sabem de verdade como isso se manifesta e dói-nos, sobretudo quando alguém mexe com o nosso bolso. É uma situação que nos tira do sério como usam falar os brasileiros, sobretudo quando a solução dos nossos problemas mesmo assim, se mostra cada vez mais distante, e a pessoas ou pessoas que nos deveriam dar a solução cada vez se mostram distantes e intangíveis. Aí começa a senhora “stress” a torturar-nos: o nosso batimento cardíaco acelera porque tem que bombear mais sangue, os músculos precisam receber mais energia, há um aumento da respiração e da pressão arterial, a saliva seca-nos na boca, entre outras coisas. Esses sim, são alguns dos sinais da senhora “Stress”, Pois é! É que parece haver pessoas e ou instituições catalisadoras do “stress”. E, isso é frequente quando temos de lidar com pessoas ligadas a instituições que não se dão tempo de compreender que lidar com pessoas insatisfeitas, não lhes basta só o seu óptimo profissionalismo, mas ter tino e paciência de ir até ao fim. Tais instituições são por exemplo as Empresas como a ADM (Águas da Região de Maputo) e EDM/EP (Electricidade de Moçambique/ Empresa Pública). É um dado adquirido e inquestionável que o mundo actual, todos nós que vivemos nas cidades, utilizamos e dependemos da água canalizada e da luz, mais do que imaginamos. Porém, esta dependência nem sempre se mostra fácil e saudável quando lidamos com instituições que advogam ter sempre a razão do seu lado e que o cliente é que é um analfabeto. Por exemplo, se alguém tem uma reclamação a fazer à Electricidade de Moçambique e ou com Águas de Maputo, invariavelmente obterá respostas como: “paga primeiro e depois vai-se ver…” Só que, nunca mais se vê! Dou dois exemplos: No princípio do ano transacto, a EDM/ EP empreendeu uma campanha de substituição no meu Bairro dos antigos Contadores por novos, chamados de CREDELEC. Acontece que esta nova tecnologia que devia trazer benefícios, porque o utente realmente devia pagar o que consome, pelo contrário. No meu caso, o custo Triplicou. Dos cerca de Setecentos Meticais que era o meu consumo mensal, agora Triplicou! Quando procuro saber o que estará a acontecer, já é difícil encontrarmos um funcionário da Empresa que nos possa dar a devida e necessária explicação. Olhamos para aquele estafermo de ferro instalado na nossa parede e ele impávido e sereno limita-se a somar e seguir! Sobre a Águas da Região do Maputo, os problemas não são menos “stressantes”. É que quanto menos a água jorrar nas nossas torneiras, mais alta será a facturação. Um exemplo: a minha factura correspondente ao período da espectacular avaria que obrigou homens e mulheres a subir e descer andares com latas na cabeça, durante mais de dez dias, simplesmente duplicou! O culpado sempre sou eu que não compreendo o que é isso de leitura estimativa! Fazer o quê! Quem tem faca e queijo na mão…Pelo menos desabafei!

Kandiyane Wa Matuva Kandiya
nyangatane@gmail.com

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