Início » A luta contra o subdesenvolvimento é um compromisso de todos nós (1)

A luta contra o subdesenvolvimento é um compromisso de todos nós (1)

Por admin
87 visitas
A+A-
Reset

Sempre que organismos internacionais dão um retrato positivo sobre os estado da nossa economia fica tudo extasiado, mas quando o governo se debruça sobre o estado da nossa ignorância, os

 que julgam saber de tudo ficam ressabiados. E difícil reconhecer que o estado da nossa economia é excelente quando os índices da pobreza mantêm-se inalteráveis, mas é necessário que se entenda de uma vez por todas que a luta contra pobreza é um processo em curso e que é longo. As condições básicas existem, temos recursos naturais que são enormes e um executivo empenhado, desde a primeira hora, em fazer da erradicação da pobreza a primeira folha da sua agenda de governação. Mas neste combate o executivo conta com todos actores económicos nacionais e internacionais, é o compromisso de todos quadrantes políticos em conservarem o clima de paz.

 

Indubitavelmente existe uma diferença entre saber e conhecer, quase idêntico entre o conhecimento empírico e científico. O discurso directo dos dirigentes sempre pedagógico torna-se em afronta, mesmo para aqueles cuja cultura é apenas jornalística e a base de perfomances miserabilistas. Há jornais e jornais, isto é, bons, e aqueles com os seus useiros libelos de mau profissionalismo. Quem faz a folha boa ou ma é a nossa obra. Existe também uma oposição política com falta de ética e deserta de ideias, e que gosta de andar de braço dado aqueles pseudo intelectuais que gostam de dar pedradas em série por julgarem chique e democrático. Temos uma constituição que é para ser respeitada por todos quadrantes políticos. Uma rescisão da lei magna só pode ocorrer depois de 5 anos.

 

Os cidadãos sabemque têm na Constituição a sua carta de direitos e liberdades. E os tribunais e os órgãos administrativos sabem que a devem conhecer e aplicar.

Qual o problema de o presidente falar no grau de obscuranstismo existente entre nós; um obscurantismo doentio que divide a harmonia social e familiar: alguns filhos contra as mães, famílias em briga por causa da feitiçaria. Muitos dirão que é da tradição. Mas as tradições se querem boas e não más. O que é bom é de preservar, mas o que é mau de eliminar.

Os politicamente correctos dirão que há médicos que inventam doença para ganhar dinheiro. Eu, cá respondo,..esse não pode ser médico, se existem profissionais desse quilate devem ser denunciados às autoridades competentes; à ordem dos médicos, e verem lhes retirada a carteira profissional e encaminhados à cadeia.

Mas Deixemo-nos de lerias e vamos ao que interessa. Ignorar a santa ignorância que existe na sociedade, e que em muitos casos se tornou uma filosofia de vida, é tentar tapar o sol com a peneira. Nas diversas comunidades que constituem a nossa sociedade, quando algum membro tem uma certa dificuldade na vida, quer seja doença, quer falta de emprego, ou ainda a instabilidade afectiva e/ou emotiva, etc., vai logo ao curandeiro (nyanga) que funciona com os seus tinhlolos. Este tem logo a resposta ou melhor a receita. Nada tem resposta simples e tudo é sobrenatural. Os condicionalismos da vida de muitos reflectem as opções que as as pessoas fazem na vida, inclusive aquelas baseadas em crenças ou convicções temporais. Se alguém não reza ao Senhor ou é agnóstico ou reza ao diabo.

 O homem é o centro de tudo sem contudo poder ser de todos. Cada um responde por si, competindo ao estado e ao privado definir prioridades  na perfeição e autenticidade de quem cria uma obra; um trabalho reconhecido é valorizado e capaz de gerar emprego e contribuir para crescimento económico. Comprendo quando se diz que a África está atrasada, afinal até para gerar empregos dependemos dos outros,… contudo, para mim, o que a África necessita é de potenciar profissionalmene as mulheres e de investimento. Nada mais. Em situação normal, sem a escravatura nem o colonialismo, a mulher africana assim como o homem são os mais produtivos no mundo. África vai vencer por o futuro lhe pertencer.

A luta contra o subdesenvolvimneto trava-se também ao nível cultural, onde o factor central é o dominio das tradições e artes, é a qualidade de pontificá-las gerações a fio como utensílio valioso de indespensável referência. Danças, música e cantares, assim como ritmos identificam o manancial existente entre nós, por província, distrito e localidade. Somos riquíssimos, acima das riquezas materiais que hoje brotam das minas e que todos querem porque significam dinheiro.Antes éramos ricos e ninguém olhava para nós, e apenas nós e apenas nós, sabíamos que éramos moçambicanos. Não será pelo dinheiro que deixaremos de ser cidadãos da pátria Amada.

O partido Frelimo é o guardião de Moçambique; os moçambicanos  sentem o partido como seu ponto de referência perante o mundo e a vida. Esta simbiótica sensibilidade prevalece desde a independência nacional e resume o existencialismo moçambicano ante a vida e a morte. Os que criaram a Renamo, que como é sabido tem um ódio visceral pelo partido Frelimo e pelos pretos, vêm há muito procurando um antítodo semeando a pibolarização  fictícia, à custa da ignorância  mesmo sabendo que a Renamo é indegesta para os moçambicanos.

 

Inácio Natividade

Artigos relacionados

Focus Mode