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DESENVOLVIMENTO MUNDIAL A DUAS VELOCIDADES

Por admin
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Injustiças da justiça

 

 Jesus Cristo foi condenado à morte por um tribunal judicial no regime de Pôncio Pilatos.

O crime do filho do senhor era salvar e disseminar a palavra de Deus para o amor ao próximo. Hoje, Jesus Cristo é venerado pelos cristãos de todo o Mundo.

Nelson Mandela foi condenado à prisão perpetua por lutar contra o regime racista da África do Sul, tendo cumprido 27 anos e saído da cadeia um herói, tornando-se primeiro Presidente negro da África do Sul democrática.

Nos Estados Unidos da América, muitas pessoas ficaram vários anos no corredor da morte condenados por tribunais judiciais por crimes não cometidos e algumas foram depois libertadas, reconhecendo a sua inocência.

Um meu amigo intimo foi condenado esta semana a cinco meses de prisão substituída por multa e indemnização à queixosa por um tribunal distrital de Moçambique.

Acompanhei todo o julgamento e argumentos das partes. O tribunal acreditou cegamente nas mentiras fabricadas pela queixosa, sem qualquer investigação dos factos.

A acta do julgamento está cheia de mentiras escandalosas que constituem um verdadeiro aborto da justiça. Depois da independência, o Presidente Samora Machel mandou fechar a Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane e os consultórios privados de advocacia em Moçambique. Samora não era louco.

Estava contra a injustiça da justiça. Sabia que Jesus Cristo era salvador, mas foi condenado à morte e crucificado por ordens de um tribunal. Sabia que Nelson Mandela era inocente e justo, mas fora condenado à prisão perpetua por lutar justamente contra o racismo na África do Sul.

No ano passado, a secção criminal do Tribunal Supremo de Pretoria considerou Óscar Pistorius culpado do crime de homicídio involuntário depois ter morto a tiro a sua namorada em pleno Dia dos Namorados e aplicou uma sentença de cinco anos de prisão. O atleta olímpico paraplégico ficou apenas 10 meses a ver o sol aos quadradinhos e depois saiu em liberdade.

A sociedade ficou escandalizada num Pais em que 50 pessoas são assassinadas por dia em situações de crime.

No meio de gritos de protestos contra a alegada injustiça da justiça, a sentença foi agravada para homicídio punido com pelo menos 15 anos de prisão.

Correcção de abortos da justica precisa-se em Massinga. (x)

Simião Ponguane

 

 

 

 

 

 

 

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