Existe um segmento da oposição política mentalmente colonizada, que julga que a política do governo moçambicano está condicionada pelos parceiros económicos, de tomar medidas adequadas, e necessárias à governação.É puro engano!…
Um género de governação ditado, ou imposto, género (diktat), está fora da cogitação governamental em Moçambique.
O partido Frelimo e a sua governação tem já dado mostras de ser inflexível à pressão estrangeira.Moçambique é um estado soberano, e membro das Nações Unidas, da União Africana e SADAC.Se existe da parte da Renamo uma desconfiança em relação ao poder constituído, deve-se ao facto de até aqui, a Renamo se esquivar em respeitar os valores de unidade nacional, e o poder constituído, e apresentar um quadro de profundo retrocesso ideológico.A paz da consciência individual conquista-se, não se capitalizando inimigos no terreiro.A organização de Afonso Dlhakama deve abandonar o tribalismo,o extremismo ideológico, assim como o recurso do terrorismo, para fins políticos. É caso para dizer,…Párem de ser um pedra de bloqueio à governação, e deixem a Assembleia da República, e os seus deputados fazer o seu trabalho de fiscalização!
A situação requer uma moderação política, e a dignidade de mandar desarmar as suas forças residuais é uma prioridade.Apenas o governo deve possuir armas para defesa do cidadão, e da integridade territorial nacional.Na minha perspectiva a confiança conquista-se trabalhando pelo mesmo objectivo, conciliatório de paz, unidade e desenvolvimento.A lealdade institucional e constitucional faz parte do compromisso político.
Épúblico que as diatribes e actividades do líder da Renamo em nada dignificaram a democracia nestes 23 anos do AGP. A Renamo apresentou um quadro comportamental, baseado numa matriz de violência, e de incongruências notórias, incluindo recrutar moçambicanos para as suas forças residuais, em violação de todos os compromissos assumidos.Um comportamento nada digno de um parceiro político.A desconfiança é recíproca,e a confiança ganha-se obedecendo ás regras do jogo,e respeito à constituição.Os presupostos para uma paz duradoura exigem equidade de justiça e respeito, que a política de defesa e segurança é determinada pelo Executivo, sendo que exigências fora do contexto esbarram na filosofia de um governo, orientado à base do plasmado, na constituição da república.
Formalmente e juridicamente em Moçambique o partido Frelimo é o partido da governação, e Filipe Nyusi o presidente eleito. É o partido que ganhou as eleições, que elegeu mais deputados, e segundo a constituição é o presidente com direito legal de nomear os governadores provínciais.Ora neste contexto não existe clivagem política nem ideológica, quando o interesse nacional norteia a dinâmica partidária, e os políticos não se esquecem de respeitar o código da ética, sendo as diferenças dirimidas na Assembleia da República.
Sobre o diálogo político entre governo e Renamo, na questão de desarmamento, e integração das forças residuais nas FADM e polícia, a situação pode ser superada fácilmente,havendo cooperação da Renamo, em facultar a lista dos homens, seguida de uma deposição de armas, em local a indicar.Quanto à matéria de despartirização do aparelho de estado e assuntos económicos, a Assembleia da República é o local indicado de debater assuntos dessa natureza.
Uma coisa é a governação, e outra é o compromisso com parceiros económicos.Quando se criam problemas à governação, e de seguida pegam o telefone fazendo queixinhas à União Europeia, ou outra chancelaria estrangeira em Maputo, mostram que não têm a dimensão de estado.O realismo da política impôe a firmeza do estado, e o governo como gestor público das vozes que o elegeram, deve responder em nome do povo e da Constituição, para que factores de desunião, instabilidade ao serviço da subversão, deixem de inquietar a sociedade.O estado quer-se forte e protector do cidadão.Por outro lado o peso político do Estado no plano internacional, são suficiente fortes para calar vozes em apoio da subversão ideológica, contra o estado de direito democrático.O país precisa de estabilidade,no quadro da Sadac.Numa análise objectiva de toda esta componente cultural e política a separar o partido Frelimo, e a Renamo, é tambem a visão de valores.
Os valores da Renamo funcionam com escolhos indesejáveis, e de distração, ao empreendimento político, económico e social modelar, que estamos empenhados a construir agarrados à democracia representativa.E para dar um exemplo:A assunção critica e negativista de alguma oposição de que a dinâmica empreendedorista imprimida sob a égide do ex-presidente Armando Guebuza, serviu para enriquecer muitos membros do partido Frelimo, não passou de manobra de diversão. Era e é, reveladora do desespero de uma derrota em todas as frentes, incluindo o mundo de idéias.O ex-presidente indicou o empreendedorismo a todos,como o caminho a seguir, o resto estava e está, com o talento e a habilidade individual.Que o diga Afonso Dlhakama e a sua propriedade dedicada a mineração. Como dizia Adam Smith, pai do capitalismo, `O progresso das sociedades não depende da bondade dos indivíduos, mas sim da procura do interesse próprio, que é o caminho natural para promover o bem-estar geral.
Armando Guebuza, estava certo ontem e hoje, quando promovia o capitalismo moçambicano, contra aqueles que andam sempre de mão estendida.
Somos africanos,com a independência recuperamos o orgulho,e a auto estima, sabendo portanto o que queremos e para onde vamos.Sofremos várias influências de vivência, e partilhamos o Indico com os indianos, e mantemos uma coabitação fraterna, com toda a cultura indo- asiática e árabe.Certas influências culturais provocam o desenvolvimento, outras por inerência de dominação do seu efeito divisivo, têm o condão de fazer regredir e desunir, em desafio a nova ordem, na tentativa histórica de reescrever o mapa cor de rosa, ou criar espaços de influência política e económica.
Somos parte da Sadac com o seus mais de 300 milhões de consumidores, num mercado económico sustentado de democracias emergentes, em parte do mundo em movimento ininterrupto.
Unidade Nacional, Paz e Progresso
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Inacio Natividade



