Pelo menos três docentes foram expulsos e dois impedidos de renovar o contrato e outros dois afastados das salas de aula nos últimos dois anos na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), indiciados de prática de assédio sexual.
Estes dados foram fornecidos pela directora do Centro de Coordenação de Assuntos do Género da UEM, Gracinda Mataveia, que afirmou que entrou em vigor o Regulamento de Prevenção e Combate ao Assédio sexual, em 2022, naquela instituição.
O órgão já recebeu a denúncia de 13 casos, o que confirma a gravidade do problema. Apenas no presente ano, foram reportados seis casos, sendo que cinco estão no gabinete jurídico.
Um dos casos, a vítima é uma estudante e está a sofrer ameaças.
Por causa do fenómeno, o Centro de Coordenação de Assuntos de Género da UEM vai organizar hoje, na cidade de Maputo , um workshop para a reflexão, com vista a sensibilizar docentes, funcionários e estudantes, e divulgar a posição daquela instituição, para além de recolher ideias para melhorar acções de prevenção e combate ao assédio na maior universidade do país.



