
Desde 2002 que investigadores moçambicanos se juntaram aos de todo o mundo na busca de uma vacina contra a malária. Segundo o Ministério da Saúde (MISAU) a vacina pesquisada na Manhiça, província de Maputo, apresenta potencial promissor e será testada, a partir de próximo ano, em três países africanos, nomeadamente Malawi, Gana e Quénia.
Baltazar Candrinho, director do Programa Nacional de Combate a Malaria, disse que dependendo dos resultados a obter na fase-piloto de ensaio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) poderá replicar experiencia noutros países antes da aprovação final da vacina.
Recorde-se que que o produto moçambicano, conhecido inicialmente por RTS,S/AS02, demonstrara no passado potencial de proteger adultos contra infecção, durante vários meses, nos Estados Unidos e na Gâmbia.
O desenvolvimento de uma vacina para crianças é de importância crítica porque crianças menores de cinco anos representam pelo menos 75 por cento das 2,7 milhões de mortes causadas pela malaria todos os anos em todo o mundo.
Em Moçambique a incidência de malaria é alta em todas as províncias, sendo 60 por cento dos pacientes na triagem das unidades sanitárias diagnosticadas com infecção, e os doentes com malária ocupam cerca de 40 por cento das camas nas unidades sanitárias.



