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TRANSPORTES: Cartão de identificação para controlo de motoristas

Por admin
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Texto de Benjamim Wilson

benjamim.wilson@snoticicas.co.mz

Os transportadores públicos de passageiros, a nível da cidade de Maputo, só poderão exercer a actividade mediante um cartão de identificação, uma medida a vigorar a partir do próximo ano abrangendo condutores dos semicolectivos, de veículos escolares e de táxi.

Segundo o vereador de Transporte e Trânsito do Conselho Municipal de Maputo, João Matlhombe, os motoristas serão cadastrados numa base de dados que permitirá um melhor controlo comportamental, além de facilitar a aplicação de sanções em caso de cometimento de infracções.

Os condutores concordam com a introdução dos cartões de identificação, argumentando que a medida vai ajudar na organização do sector e na melhoria da qualidade dos serviços prestados aos clientes.

“Em caso de acidentes, por exemplo, vamos tomar medidas de penalização. Se os motoristas encurtam rota ou não respeitam os passageiros, o município reserva-se o direito de retirar o cartão, impedindo que esse condutor de prestar o serviço de transporte público na cidade de Maputo. Pode conduzir qualquer viatura que não seja de transporte público”, frisou Matlhombe.

Para o vereador, esta medida vai tornar os motoristas mais responsáveis, uma vez que passará a assumir que a actividade que exerce é profissional e que os passageiros merecem respeito.

Com vista à implementação da iniciativa, está criada uma equipa de trabalho que inclui, além do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, a Associação das Escolas de Condução, a Associação dos Motoristas e representantes do INATTER (Instituto Nacional dos Transporte Terrestres).

Segundo Matlhombe, não haverá necessidade de formação dos motoristas, devendo ser feita uma avaliação para aferir as suas habilidades para o transporte público, um processo a ser pelas escolas de condução e não pelo município.

Prevê-se que em 90 dias seja possível mobilizar e organizar o sistema, de modo que em Janeiro se comece a exigir o cartão de identificação aos motoristas.

“Esta medida é apenas para os motoristas que trabalham na cidade de Maputo. Os transportadores interurbano e interprovincial não são abrangidos. As viaturas que vêm das províncias, não sendo licenciadas pelo município, não estão abrangidas”, anotou.

A cidade de Maputo possui cerca de três mil motoristas, entre operadores “semicolectivo”, de táxi e de transporte escolar. 

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