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POR DIVERSAS CONTRAFAÇÕES: Automobilistas inibidos em Manica

Por Jornal domingo
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Texto de Bernardo Jequete

Pelo menos 26 condutores de veículos ligeiros, pesados e de transporte semi-colectivo de passageiros foram inibidos de conduzir por um período que varia entre um a dois anos devido a cometimento de várias infrações graves do Código de Estrada em vigor no país.

As infrações incluem condução sob estado de embriaguez, posse de Carta de Condução fora do prazo, não correspondência da carta ao tipo de veículo, falta de uso de cinto de segurança, ausência de seguro automóvel, fichas de inspeção, manifestos e outras irregularidades que comprometem a segurança rodoviária.

Estes dados resultam de uma operação de fiscalização realizada por uma equipa mista, constituída por agentes do Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATRO) e Polícia de Trânsito das delegações das províncias de Manica, Sofala e Tete.

Conforme apuramos, esta operação visa garantir a segurança rodoviária durante a semana das festividades alusivas aos 50 anos da independência nacional, a celebrar-se no dia 25 do mês em curso.

Samuel Mateus Chemussaita, representante do departamento técnico do INATRO em Manica, destacou a importância desta operação afirmando que quando se aproxima o período festivo, o fluxo de pessoas e viaturas aumenta, daí que se desencadeou a actividade visando previnir acidentes de viação e o derramamento de sangue, com destaque para o corredor da Beira.

“Estamos na semana de comemorações dos 50 anos da nossa Independência Nacional, daí que o número de pessoas e viaturas na província tem estado a aumentar, sobretudo pelo facto de Manica ser atravessada pelas estradas EN6 e EN7, que ligam Moçambique e países vizinhos como Zimbabwe, Malawi, Zâmbia, Tanzânia e outros”, afirmou Chemussaita.

Com efeito, o número de acidentes de viação registou um aumento tido como preocupante pelas autoridades policiais, pois nos primeiros cinco meses deste ano, subiu de 13 para 18, com um aumento de número de vítimas mortais, que passou de 7 em 2024 para 34 este ano.

“A fiscalização não se limita apenas às infracções já mencionadas, pois a equipa tem se deparado com um número elevado de condutores que não possuem cartas compatíveis e que operam veículos em condições irregulares. Estamos a encontrar muitos condutores a transportar passageiros sem ter a devida autorização e com documentos atrasados ou inexistentes. Além disso, há viaturas a circular sem a devida autorização e com falta de ficha de inspecção”, acrescentou Chemussaita, alertando que a estratégia usada é de “tolerância zero” para os infractores.

Até ontem, mais de 60 cartas de condução já haviam sido apreendidas devido a diversas irregularidades, muitas das quais relacionadas a multas já registadas no sistema, mas não pagas pelos infratores.

A equipa de fiscalização, que está no terreno, também tem se deparado com casos de excesso de velocidade e outras infrações como o não uso de cintos de segurança e a condução sob efeito de álcool, que fazem parte de um conjunto de atitudes que colocam em risco a vida de todos os utilizadores das estradas.

Com a intensificação das operações, espera-se que os condutores revejam as atitudes e a importância da responsabilidade quando se fazem a estrada.

Segundo Samuel Chemussaita, a segurança nas estradas é um compromisso de todos e um dever cívico a ser respeitado, especialmente em momentos de celebração como os 50 anos da Independência Nacional.

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