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Os sobreviventes da clandestinidade

Por Maria Cossa
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Quando tinha 23 anos, em Março de 1964, Amós Mahanjane caiu nas mãos da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE). Foi pontapeado, chicoteado, levou coronhadas, inclusive rebentaram-lhe a pele das mãos de tantas palmatórias. Cerca de seis meses depois, teve direito à liberdade. O sol, porém, foi de pouca dura. Em Maio de 1965 voltou aos calabouços. Desta vez, o terror agigantou-se.

“Batiam-nos tanto! A tortura era tamanha que cheguei a urinar sangue…”, narra, com a voz serena e sorriso amargo prossegue: “olha, eu nunca pensei em me enforcar, por mais dificuldades que enfrentasse. Mas, ali em Mabalane, mudei de ideia. Desejei a morte. Parecia menos dolorosa que a brutalidade e humilhação que vivenciava”, relata Amós Mahanjane, 84 anos, um dos 75 ex-prisioneiros políticos, detidos em Maio de 1964, na fronteira de Middelburg, na África do Sul, por envolvimento com a frente clandestina de luta pela independência nacional. Leia mais…

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