As barreiras de comunicação clara e acessível sobre as mudanças climáticas, como desastres naturais entre outras, que assolam o país e não só, tem colocado as pessoas portadoras de deficiência em situação de perigo.
Em momentos como estes, esta classe social passa por maior vulnerabilidade a eventos extremos como inundações que dificultam a sua evacuação, o acesso a recursos, mobilidade limitada ou sentidos prejudicados, o que dificulta a fuga rápida e segura de áreas de desastre.
Este posicionamento foi defendido, hoje, em Maputo, por Ligia Matimbe, Oficial de Direitos Humanos e Advocacia do Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD), na IX Conferência Nacional sobre Mudanças Climáticas.
Matimbe referiu que as pessoas com deficiência são desproporcionais aos impactos das desastres naturais.
Contudo, para reverter a situação, é preciso que a informação sobre mudanças climáticas seja partilhada antecipadamente com este grupo social vista a ajudar a precaverem-se destes fenómenos.
“As pessoas com deficiência têm sofrido muitos nos tempos de desastres. Têm dificuldades de sair de casa, e não têm conhecimento do que está acontecer, pois a informação não é acessível para este grupo, sobretudo sem o intérprete”, frisou.



