
Apesar do esforço conjunto do sector da Saúde e da Polícia da República de Moçambique (PRM) para acabar com este negócio ilícito, o problema parece estar longe de ser superado, porque cresce o número de barracas que se dedicam à venda ilegal de fármacos.
Nas referidas barracas, vende-se todo o tipo de medicamentos: Penicilina Procaína, Benzantinica, Amoxicilina, Fenoxmetil Penicilina, Cuarten, Aspirina, anti-retrovirais e utensílios médicos.
Os vendedores são, geralmente, pessoas sem formação na área. Não se exige que o comprador seja portador de prescrição médica. Basta apresentar os sintomas para aceder às drogas.
Os compradores são cidadãos que procuram medicamentos que não estão disponíveis nas unidades sanitárias e farmácias públicas.
A reportagem do domingo escalou, esta semana, os mercados Feira e 38 Milímetros, onde constatou a forma inadequada como os medicamentos são conservados. O produto fica exposto ao sol e à poeira, o que constitui um atentado à saúde pública.
Damião Filipe, de 35 anos de idade, reside na cidade de Chimoio há mais de 20 anos. Não aceitou ser fotografado, mas explicou que se dedica à venda de medicamentos há dez anos. É casado, pai de três filhos e sobrevive a base deste negócio.



