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MAU TEMPO: Vendaval deixa mais de dois mil alunos ao relento

Por admin
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Um vendaval acompanhado de chuvas fortes destruiu parcialmente, há dias, dezanove salas de aula, tendo afectado directamente 2492 alunos e 57 professores de diversas escolas da cidade de Chimoio, na província de Manica.

As escolas primárias
de Mudzingadzi, 1
de Junho, Textáfrica
e Fepom são as que
foram severamente
assoladas pelo mau tempo
que também destruiu algumas
residências e tornou algumas
ruas intransitáveis devido ao
seu acentuado estado de degradação.
Algumas ruas dos bairros 5
Fepom, Nhamaonha, 25 de Junho
e Chinfura estão totalmente
esburacadas, facto que dificulta
a circulação normal de viaturas.
Em todas as épocas chuvosas,
estes bairros são os mais problemáticos.
Devido à erosão,
sobretudo na época chuvosa, as
ruas ficam destruídas complicando,
deste modo, a vida normal
dos munícipes da cidade de
Chimoio.
O chefe do departamento
técnico no Instituto Nacional de
Gestão da Calamidades (INGC)
em Manica, Vernito Gonga, disse
ao domingo que neste momento
decorre um levantamento
completo para se aferir o nível
das destruições provocadas
pelo vendaval na província de
Manica. Contudo, a fonte acredita
que o mau tempo teve maior
impacto negativo na cidade de
Chimoio.
"Do levantamento que fizemos
ficámos a saber que o
mau tempo assolou fortemente
a cidade de Chimoio onde
destruiu algumas salas de
aula e residências. Mas estamos
a trabalhar nos distritos
para saber se houve vítimas
humanas ou destruições", explicou
o nosso entrevistado.
Enquanto esse trabalho decorre,
Vernito Gonga disse que
o INGC está a tomar algumas
medidas imediatas para aliviar
o sofrimento da população, sobretudo
alunos que ficaram ao
relento devido ao mau tempo.
Para o caso específico das
salas que ficaram sem cobertura,
o chefe do gabinete técnico
afirmou que o INGC alocou algumas
tendas para permitir que os
exames aconteçam sem desassossego.
"Alocámos tendas porque
não queremos que os exames
sejam interrompidos por causa
da chuva", explicou.
Vernito Gonga disse, por
outro lado, que o Instituto de
Gestão das Calamidades, em
coordenação com o sector de
Educação e Desenvolvimento
Humano na província de Manica,
está a trabalhar no sentido
de garantir a reposição do material
destruído pelo vendaval nas
escolas. Esta actividade, segundo
a fonte, visa criar condições
para que o processo de ensino
e aprendizagem decorra sem
grandes sobressaltos.
Afirmou que alguns sectores
que fazem parte do conselho
técnico provincial de gestão das
calamidades juntar-se-ão para
deliberar os apoios que serão
canalizados às vítimas das intempéries.
"Neste momento foi solicitado
um técnico para fazer
um levantamento exaustivo
dos danos provocados pelas
chuvas acompanhadas de
vento. Depois deste trabalho
estará definido que tipo
de apoio deverá ser prestado
para recobrir as salas de
aula", afirmou Gonga, tendo
salientado que nos distritos os
níveis de destruição não são
considerados graves, pois só caíram
algumas árvores mas sem
provocarem danos materiais
nem humanos.

Domingos Boaventura
domingos.boaventura@snoticicas.co.mz

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