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MARIA DO CÉU: Acredito em mim mesma!

Por admin
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Texto de Domingos Boaventura
domingos.boaventura@snoticicas.co.mz

Chama-se Maria do Céu Omar de Amaral ou, simplesmente, mana Céu para os mais próximos. Mulher alegre que gosta de cabelos naturais, nasceu em Quelimane, mas trabalha e mora na cidade de Chimoio, província de Manica, desde 2000, onde é proprietária – gerente duma estância turística – a concorrida “Quinta do Céu”. Está feita a apresentação do ROSTO desta semana.

Desperta, invariavelmente, às 5.00 horas da manhã. A sua ginástica consiste em caminhadas de 45 minutos a uma hora ou em ginásio. Até às 6.00 horas ainda está em casa para acompanhar o “Bom Dia Moçambique” ou “Jornal da Manhã”, enquanto arruma-se para o trabalho. Às 7.00 horas, prepara o pequeno-almoço, geralmente reforçado porque poucas vezes almoça. Esta refeição inclui sempre leite magro, batata-doce, inhame e legumes. Durante o dia alimenta-se de fruta e líquidos.

Após o pequeno-almoço percorre aproximadamente 12 quilómetros da cidade para o seu local de trabalho, sendo que antes de tudo fiscaliza os amanhos do jardim, para logo a seguir distribuir tarefas pelos colegas. Mergulha-se nos seus afazeres até às 17.00 horas, mas por vezes até mais tarde.

Não há cansaço que a impeça de preparar o jantar e ver os noticiários e ler jornais, sendo que os preferidos são “Notícias” e “Diário de Moçambique”, onde busca, preferencialmente, anúncios de concursos públicos.

Histórias de vida? Recorda-se com tristeza do dia em que os pais perderam todos os bens durante a guerra dos 16 anos. Moravam, na altura, em Milange. A vida tornou-se amarga porque fugiram para Quelimane. A mãe passou a trabalhar num estabelecimento comercial. Dois meses depois foi Céu que começou a vender badjias e farinha no mercado. Conseguiu, desta forma, alimentar nove irmãos até ao regresso da mãe que estava ausente à busca de formas de sobrevivência. Contou que a mãe chorou quando soube o que Céu tinha feito para alimentar os irmãos durante 15 dias em que esteve fora.

Terá sido desta maneira que nasceu a veia empreendedora. Hoje é empresária porque acredita em si mesma e tem na mãe o seu espelho. “Sempre que passo por dificuldades procuro superar acreditando que só Deus pode guia-me”.

Professa a religião católica e gosta de desporto principalmente futebol, sendo que o seu clube é o Futebol Clube do Porto, de Portugal. “Sempre gostei do azul”. Os dias livres, para ela as quartas-feiras, são é uma oportunidade para arrumar a casa e apetrechar a despensa.

Optou por folgar às quartas-feiras porque o fim-de-semana tem sido mais apertado devido à natureza do trabalho. “Sou convidada para servir casamentos e outros eventos típicos de fim-de-semana”.

Uma vez a outra solve um copo. Whisky é a sua bebida predileta. O seu maior sonho é ver os filhos formados e ela continuar empreendedora de sucesso e ajudar o próximo, principalmente, crianças órfãs.    

 

 

 

 

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