Chapas de zinco amolgadas nos quintais, tectos destruidos, casas desmoronadas, postes e árvores arrancadas do chão pela força do vendaval que fustigou no passado mês de Fevereiro o distrito de Boane, na província de Maputo, ainda compõem o cenário de povoados de Mahubo 10, Mahanhane, Saldanha, Bairro 25 de Junho, entre outros.
A população continua a viver momentos difíceis depois daquele episódio. Segundo levantamento feito pelas autoridades locais, a tempestade causou 85 danos humanos dos quais sete mortes, 18 ferimentos graves e 60 ligeiros.
No que diz respeito às infra-estruturas residenciais, 795 casas ficaram completamente destruídas e 828 encontram-se parcialmente degradadas.
De acordo com Claudina Mazalo, Secretária Permanente daquele distrito, os danos acima descritos afectaram 821 pessoas, tornando vulneráveis 424 famílias.
Neste momento, a população também enfrenta a seca. Percorre-se grandes distâncias à procura de água. Por essa razão, o governo distrital tem vindo a distribuir este líquido nas zonas mais críticas através de camiões-cisterna, por forma a minimizar a situação, revelou a Secretária Permanente do distrito de Boane.
De acordo com a Secretária Permanente, a estiagem propiciou a improdutividade da primeira época agrícola. E o saldo desta calamidade natural foi a perda de 55.205 hectares de diversas culturas, com destaque para o amendoim, o feijão e o milho.



