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Manhiça repousa no Cemitério de Lhanguene

Por admin
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Foram na manhã de ontem a enterrar, no Cemitério de Lhanguene, os restos mortais de Salomão Manhiça, falecido na última quarta-feira, na clínica do Hospital Central de Maputo (HCM), vítima

de doença. Ele era etnomusicólogo, professor e perito em tecnologias de comunicação e informação.

Antes das exéquias fúnebres, houve um velório nos Paços do Município de Maputo, para onde acorreram familiares, amigos, governantes e outros.

Autor do Hino Nacional, “Pátria Amada”, Salomão Manhiça andava doente há algum tempo. Em vida, ele foi um homem dedicado às artes, tendo sido secretário-geral do Ministério da Cultura e Juventude (1982-1989), Director Nacional de Acção Cultural na Secretaria de Estado da Cultura, mais tarde Ministério da Cultura (1978-1982), Director Nacional de Cultura no Ministério da Educação e Cultura, e Vice-Ministro da Cultura, Juventude e Desportos (1994-1997).

No ramo do conhecimento, despertou interesse pelas tecnologias, o que igualmente o fez ascender a cargos do topo. Foi em 2003-2009, Presidente do Conselho de Administração (PCA), Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), Autoridade Reguladora dos Sectores Postal e de Telecomunicações; (1998-2011) Secretário Executivo/Director, Unidade Técnica de Implementação da Política de Informática (UTICT) ; (1998-2000) – Gestor Sénior Responsável pelas Tecnologias de Informação e Comunicação e Relações Públicas, PNUD Moçambique ; (1997-1998) Leitor e Consultor, Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane (CIUEM).

Manhiça foi promotor e dinamizador do desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), tendo contribuído para o desenvolvimento da Política de Informática, da Estratégia de Implementação da Política de Informática, da Estratégia de Governo Electrónico, da Estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação de Moçambique (ECTIM), entre outros. Integrou e dirigiu o Secretariado Executivo da Comissão para a Política de Informática e a Unidade Técnica das Tecnologias de Informação e Comunicação (UTICT),  junto do Gabinete de Sua Excelência o Primeiro-Ministro (de 1998 a 2010).

Fez parte de várias organizações como membro e em outras como conselheiro, com destaque para as Nações Unidas, Commonwealth , entre outras.

Salomão Manhiça deixa viúva e três filhos.

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