Faz tempo, senão mesmo anos, que conversando com amigos magiquei sobre o perigo de importarmos crimes sórdidos de outras latitudes de África se a sociedade moçambicana continuasse distraída.
Os fluxos migratórios que, infelizmente, continuarão a existir em resultado de conflitos militares, demográficos e procura de melhor condição de vida têm o condão de transportar o bom e o ruim nas suas mais diversas facetas, mas o nefasto floresce mais onde a comunidade dormita.
Intrigante ou não é que, verdade seja dita, nós não influenciamos a ninguém. Não exportamos o Mapiko, a Ngalanga, Xiparatwana. Nada. Zero. Até a Marrabenta que o grupo João Domingos arremessou em Macau, Portugal, Londres anda meio esquecida. O ritmo do Eyuphuro, cuja base é tufo, também se volatilizou nos palcos da Dinamarca, Finlândia e Austrália.



