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Mais três centros de saúde em Maputo

Por admin
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Três centros de saúde serão abertos durante o próximo ano na província de Maputo, sendo dois no município da Matola e um no posto administrativo de Macaneta, distrito de Marracuene, no quadro do alargamento da rede sanitária levado a cabo pelo Governo, através do Ministério da Saúde.

domingo apurou que
as três novas unidades
estarão vocacionadas à
prestação de serviços
primários e de maternidade,
mas sem serviço de
internamento, sempre que isso
se justificar os doentes serão
transferidos para outras unidades
sanitárias.
As obras de construção
daquelas infra-estruturas iniciaram
em Dezembro do ano
passado. Numa primeira fase,
previa-se que decorressem em
noves meses, mas, devido à
escassez de fundos, só deverão
terminar no próximo ano.

No município da Matola, um
dos dois centros de saúde vai
funcionar no Hospital Provincial
da Matola e outro no bairro residencial
Nkobe. No distrito de
Marracuene, o centro de saúde
está sendo erguido no posto administrativo
de Macaneta.
De referir que o Centro de
Saúde de Nkobe terá doze camas
para serviço de maternidade
contra nove do Centro de
Saúde de Macaneta.
Falando sobre os motivos
que levaram à construção de
mais um centro dentro do Hospital
Provincial da Matola, Alcido
Cumba, director provincial
de Saúde, disse que tendo em
conta a sua localização, sobretudo
por causa do défice de unidades
sanitárias, grande parte
dos cidadãos que se socorrem
daquele hospital necessita apenas
de cuidados primários.
Alcido Cumba acrescentou
ainda que o distrito da Matola é
de entre vários da província de
Maputo o que necessita de mais
unidades sanitárias, visto que as
poucas que existem não têm capacidade
para acomodar todos
os serviços médicos, com maior
destaque para internamento e
maternidade.
Lembrou que a maior parte
dos centros ou postos de saúde
da província funciona em
edifícios que eram residências,
muitos em estado de degradação
acelerada e com espaço
demasiado exíguo, o que torna
inviável a edificação de mais
infra-estruturas.
“Cerca de 55 por cento
da população da província de
Maputo vivem no município
da Matola, e a cidade de Maputo
também está a crescer
para Matola. Esta explosão
demográfica não foi acompanhada
por infra-estruturas
sanitárias”, referiu.
Para fazer face ao problema,
o director provincial disse
que a sua direcção tem um
plano estratégico de desenvolvimento
da rede sanitária
que consiste na construção
de novas unidades sanitárias
com capacidade para prestar
serviços primários, incluindo
maternidade.
Para o efeito, a sua direcção
solicitou ao município a atribuição
de espaços para a realização
das referidas obras que vão
beneficiar os moradores dos
bairros a norte do município da
Matola, nomeadamente Intaka,
Boquisso, Muhalaze, Mali e
Ngolhoza, porém, tudo depende
da disponibilidade de recursos
humanos e financeiros.
“Não estamos parados.
Este ano entrou em funcionamento
o Centro de Saúde
de São Dâmaso, que tem
serviços de maternidade e
banco de socorros. O município,
em coordenação com
os seus parceiros, está também
a construir uma unidade
sanitária em Mahlampsene.
Acreditamos que vai ajudar
muitas famílias daquele
bairro e circunvizinhos e
deverá estar concluído ainda
neste ano”, disse Alcido.
A nossa fonte acrescentou
que a distribuição das unidades
sanitárias na província é
aceitável, apesar de o distrito
de Magude ainda ser motivo
de preocupação por causa das
longas distâncias que as pessoas
têm de percorrer para
alcançar os serviços de saúde.
“Mas estamos a trabalhar
com a açucareira de Xinavane
na construção de alguns
centros nas diferentes comunidades
de forma a encurtar
a distância”, referiu.

Abibo Selemane
abibo.sulemane@snoticicas.co.mz

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