
Os líderes religiosos exortam aos Cristãos de todo o mundo a fazerem das celebrações do Domingo de Ramos, que hoje se assinala, uma ocasião soberana para rezar pelo fim do sofrimento do povo.
A esse propósito, milhares de crentes estarão nos seus locais habituais de culto às primeiras horas de hoje para tomar parte nas procissões enquadradas nesta celebração que simboliza a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém.
Para o efeito, e em jeito de reconhecimento ao sofrimento que Jesus Cristo passou até a sua morte para salvar as multidões, os católicos irão percorrer algumas artérias da urbe empunhando ramos de palmeiras e cantando “hossanas”, em celebração do Domingo de Ramos.
Esta efeméride, simboliza o momento em que Jesus Cristo entrou na cidade de Jerusalém montado num jumento e foi saudado pela multidão que empunhando ramos, cantava: “Hossana! Hossana! Bendito é aquele que vem em nome do Senhor.”
Aliás, o Domingo de Ramos segundo a sagrada escritura é o culminar de 40 dias de oração, da conversão e do sacrifício, também conhecido como um dos momentos mais importante do Ano Litúrgico, porque nele se celebra o mistério pascal da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, que os cristãos consideram como sendo o “mistério da salvação.”
A este propósito, domingosaiu a rua e ouviu alguns líderes religiosos que comungam a mesma ideia de que tal como Jesus Cristo, a sociedade é chamada a pautar por um espírito de solidariedade, humildade de modo a que se construa o bem-estar e consequente satisfação das necessidades primárias, tais como, saúde, habitação, educação, entre outros aspectos.
DERRADEIRA CAMINHADA
PARA A RESSUREIÇÃO
O bispo da Arquidiocese de Maputo, Dom Francisco Chimoio considera a celebração do Domingo de Ramos, um momento mais alto para os católicos, uma vez ser nesta data iniciar-se a derradeira caminhada rumo à celebração do Domingo da Ressurreição de Jesus Cristo.
Segundo afirmou, neste domingo, os católicos são chamados a enraizar cada vez mais o seu compromisso de irmandade e absterem-se de quaisquer tentativas de manipulação que possam desembocar em actos de vandalismo.
Para Dom Chimoio, nesta celebração, os fiéis da sua congregação devem ainda meditar sobre o que podem fazer para o desenvolvimento do país, tendo em vista o combate a pobreza absoluta.
“É tempo de cada irmão olhar em seu redor e procurar algo que possa lhe ajudar a superar as dificuldades pelas quais passa até porque Jesus Cristo foi tentado várias vezes mas não sucumbiu, carregou a cruz até ao fim”,disse Dom Francisco Chimoio.
No entanto, aquele prelado exorta aos moçambicanos de uma forma geral a compreender as vicissitudes que se vivem no mundo de hoje. Neste momento de várias crises, mais do que ficarmos a queixarmo-nos ou a lamentar é preciso acreditar que sempre há uma solução para os problemas que nos afligem, isto é, que posso fazer para ultrapassar a crise.
REFLECTIR SOBRE O FUTURO
O pastor Marcos Macamo, secretário do Conselho Cristão de Moçambique exorta aos cristãos em particular e a sociedade em geral a fazer destas celebrações um momento ímpar de reflexão sobre os desafios que se colocam a frente rumo a vitória, assim como o fez Jesus Cristo na sua entrada triunfal a Jerusalém.
“Esta é uma oportunidade soberana para intensificarmos o processo de inclusão social no sentido de todos participarmos nas esferas do desenvolvimento. Que os dirigentes, assim como o fez Cristo saibam que a vitória que carregam é de todos nós”,disse Marcos Macamo sublinhando que todos os moçambicanos são chamados a serem humildes e solidários uns para com os outros.
Questionado sobre que significado atribuía ao facto de as celebrações deste ano acontecerem num momento em que a igreja católica acaba de eleger o novo sucessor de São Pedro, o Papa Francisco, Marcos Macamo respondeu nos seguintes termos: “É uma alegria para todos nós, não só para os católicos, uma vez que as suas mensagens abordam a humildade, solidariedade, sobretudo para com os pobres, aspectos esses que eram defendidos por Jesus Cristo”.
“Aliás, ele mostra que estamos perante uma viragem na abordagem de vários assuntos que preocupam a humanidade, pelo que estou esperançoso que ele irá trazer uma nova página de relacionamento entre o Vaticano e os povos espalhados por todo mundo”,observou Marcos Macamo
PAZ NOS CORAÇÕES
Por seu turno, o Pastor José Moyane, da igreja do Nazareno, diz que ao celebrar esta efeméride, os cristãos devem envidar todos os esforços para compreenderem-se mutuamente, isto é, trazer a paz nos seus corações e falar de Jesus Cristo como uma pessoa que lhes inspira para a preservação da harmonia social, até porque na sua entrada triunfal em Jerusalém gritou: a Senhor esteja convosco”.
Segundo defendeu, este momento é propício para uma reflexão profunda sobre as acções a desenvolver no sentido de se ajudar aos mais carenciados para que possam se sentir amparados.
“Como disse anteriormente, esta é uma ocasião especial para nos reencontrarmos com Deus e suplicarmos para que nos mande a força do Espírito Santo para que possamos dominar a natureza e deixarmos de lutar pelos bens materiais”, disse José Moyane.
Acrescentou que neste momento em que o país está a refazer-se das calamidades naturais que devastaram o tecido humano, social e diversas infra-estruturas, a palavra de ordem deve ser reconstrução do país.
“Temos que prosseguir os mesmos objectivos de modo a que possamos vencer as intempéries como cheias e inundações, pois, só deste modo poderemos gritar em uníssono que a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém serviu para a nossa salvação, isto é, que confiando em Jesus e com toda euforia venceremos os males socais”,apelou José Moyane.



