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Governo e WWF rubricam protocolo sobre diversidade marinha

Por admin
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O Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas (MIMAIP) e o Fundo Mundial para Natureza (WWF-Moçambique) procederam semana passada, em Maputo, a assinatura de um memorando de entendimento para a conservação da biodiversidade marinha, que irá vigorar durante os próximos cinco anos.

O protocolo foi rubricada pelo Secretário Permanente do MIMAIP, Narci Premegi, e pela Directora-geral da WWF, Anabela Rodrigues, visando fortalecer a cooperação interinstitucional no domínio da gestão, conservação do meio ambiente e exploração sustentável dos recursos aquáticos.

Por outro lado, se pretende monitorar e controlar actividades de pesquisa e monitorar-se mecanismos de suporte das operações conjuntas relacionadas com as acções de extensão e fiscalização marítima e da pesca.

Na ocasião, a Directora-geral do WWF-Moçambique, Anabela Rodrigues, disse que as áreas de cooperação representam um grande valor económico e social para os pescadores e todos aqueles que se envolvem na cadeia de valor dos produtos que o mar oferece.

Preocupa-nos a exploração sustentável dos recursos marinhos, tanto no sector de pesca de pequena escala, como industrial, bem como outros sectores que se servem dos ecossistemas marinhos”, disse Anabela Rodrigues

Num outro desenvolvimento, a Directora-geral do Fundo Mundial para Natureza referiu que gerir os recursos marinhos de forma sustentável não é hoje uma tarefa fácil, dada a magnitude dos desafios que persistem que vão desde a problemática de acesso aos mercados, a pesca ilegal, as mudanças climáticas e ao crescimento populacional.

Essas acções obrigam-nos a agir rápido em prol das gerações vindouras e a capacidade das nossas instituições deve servir para responder a esses desafios”, frisou.

De referir que o acordo é celebrado numa altura em que o WWF vai coordenar, em Janeiro de 2017, o Projecto Regional de Pescas, envolvendo quatro países da região, nomeadamente Moçambique, Madagáscar, Tanzânia e Quênia.

Por seu turno o Secretário Permanente do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, Narcí Premegy, revelou que do levantamento recentemente feito consta que a utilização de artes nocivas para as pescas, o corte de mangais, a destruição dos corais, acontece muitas das vezes por falta de alternativas para as populações.

Sublinhou que é necessário investir-se em métodos alternativos de pesca, para alem da necessidade de se aumentar a literacia e advocacia nas comunidades.

Esta cooperação vai permitir-nos a cumprir com o domínio da conservação da biodiversidade, da protecção costeira e, acima de tudo, na criação de condições de resiliência através de transferência de conhecimentos e capacidades às comunidades para que façam o uso sustentável dos recursos naturais”, disse o Secretário Permanente do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas.

 

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