
O país passará a contar a partir do presente do ano, 2016, com 15 novas salas multiuso, onde funcionarão, em simultâneo, biblioteca e sala de informática, equipadas de livros, computadores, mesas e respectivas cadeiras.
O pontapé de saída desta
iniciativa foi dado
na Escola Secundária
Heróis Moçambicanos,
na cidade de Maputo,
e testemunhado pelo ministro
da Educação e Desenvolvimento
Humano, Jorge Ferrão.
Nos próximos tempos a acção
será estendida para outras
províncias, prevendo-se que
o processo seja concluído até
Março de 2017.
A Escola Secundária Heróis
Moçambicanos recebeu 10 computadores
e 750 novos livros
didácticos. A sala conta ainda
com oito mesas com duas cadeiras
cada.
Actualmente, naquele estabelecimento
de ensino estudam
4700 alunos, distribuídos pelas
classes de 8.ª a 12.ª, que vinham
disputando 750 livros de
diferentes disciplinas do ensino
geral existentes na biblioteca,
uma situação que condicionava
o processo de ensino e aprendizagem,
conforme foi referido
pelos respectivos professores.
Intervindo na cerimónia, o
ministro da Educação e Desenvolvimento
Humano, Jorge Ferrão,
reconheceu que o material
entregue naquela escola não era
suficiente. O ideal, considerou o
ministro, seriam 30 mil livros,
condição essencial para fazer
com que os alunos passem mais
tempo na biblioteca.
Entretanto, o ministro garantiu
a existência de um plano
com a Microsoft que tem como
objectivo a abertura de contas
pessoais de internet para todos
os alunos, ao nível nacional, que
será concretizado nos próximos
dias.
QUEREMOS MAIS
Os alunos da Escola Secundária
Heróis Moçambicanos
mostraram-se satisfeitos com
a iniciativa do Governo, no entanto,
afirmaram que precisam
de mais livros, computadores,
laboratório e campo para as
aulas de educação física.
Os professores, por seu
turno, pedem uma sala de informática,
manuais de consulta
e mapas didácticos.
Arlindo Nhancale, professor
de Filosofia, disse que anteriormente
a escola dispunha,
apenas, de cinco computadores, que eram partilhados por
alunos e professores.
Por sua vez, Judite Machume,
professora de Biologia,
referiu que a iniciativa vai ajudar
muitos alunos cujos encarregados
de educação não têm
condições financeiras para
aquisição de livros didácticos.
Já Nice Manhique, aluna da
11.ª classe, disse que a instalação
da biblioteca veio para
ajudar, pois no passado eram
obrigados a frequentar bibliotecas
de outras escolas, já
que “tínhamos escassez de
alguns livros como de Filosofia,
História, Matemática
e Português. Na altura era
proibido ficar muito tempo
com uma obra porque tínhamos,
sempre, um colega à
espera”, considerou.
Outra aluna da 11.ª classe,
Dorcilia Mário, referiu que
a biblioteca vai dinamizar os
estudos, no entanto, considera
que a direcção da escola devia
começar a pensar na construção
de um novo edifício para
onde passaria a funcionar a
biblioteca.
“Esta está recheada, mas
a sala é pequena para o número
de alunos que existe
nesta escola. É momento
de a direcção pensar em
ampliar o espaço, de forma
a acomodar mais alunos”,
apelou.
Destaque-se que a selecção
das escolas beneficiárias foi
feita através de um sorteio,
no qual foram estabelecidos
alguns critérios, sendo de destacar
“estabelecimentos de
ensino que passaram do ensino
primário completo para
ensino secundário geral e
que carecem de recursos
didácticos”; “escolas localizadas
em distritos de difícil
acesso”, entre outros.
A medida é levada a cabo
pelo Governo em coordenação
com os seus parceiros privados.
Abibo Selemane
abibo.sulemane@snoticicas.co.mz



