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Governo altera modelo de subsídio aos transportadores

Por admin
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O Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) e a Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) assinaram, na passada quinta-feira, um memorando de entendimento que altera o actual modelo de subsídio aos transportadores, por não se ter revelado eficaz e por não ter permitido o aumento da oferta.

Assim, o valor que o Estado atribuía aos

transportadores em forma de subsídio

será usado para adquirir 300 autocarros,

que deverão ser alocados a operadores

privados para o transporte de passageiros

nas principais cidades do país, com

destaque para as de Maputo e Matola.

Os 300 autocarros, cujo processo de aquisição

será feito de forma faseada e inclui

assistência técnica e revisões regulares

asseguradas, serão entregues às concessionárias,

que deverão reembolsar parte

do valor através das receitas cobradas.

Este memorando, conforme explicou o

ministro dos Transportes e Comunicações,

Carlos Mesquita, é parte de um

pacote de medidas visando a melhoria

do sistema de transporte público urbano.

Assim, o pacote de medidas, para além

da comparticipação na aquisição de

meios de transporte, inclui a concessão

de rotas na área do Grande Maputo (cidades

de Maputo e Matola, e vilas de

Boane e Marracuene) e o ajustamento

da tarifa actualmente em vigor, que é

de 7,00 e 9,00 meticais, para distâncias

até 10Km e 20Km, respectivamente.

Relativamente à tarifa, Carlos Mesquita

garantiu haver consenso sobre a base

para o reajuste, “devendo o assunto ser

remetido às entidades competentes,

nomeadamente os municípios, os governos

provinciais e o ministério de

tutela, conforme cada situação (urbano,

interdistrital e interprovincial)”.

Mesquita sublinhou que o agravamento da

tarifa deverá ser acompanhado pela intensificação

da fiscalização para pôr fim ao

encurtamento de rotas. “É muito injusto

agravarmos a tarifa para o cidadão

continuar a pagar várias vezes pelo

mesmo trajecto. Exortamos desde já

que esta prática deverá ser severamente

combatida, em defesa dos utentes”.

A materialização destas medidas, segundo

Carlos Mesquita, deverá culminar com a

melhoria na mobilidade urbana (através da

requalificação e ampliação das vias, bem

como a definição de faixas exclusivas para

o transporte público urbano), comparticipação

do utente do transporte público urbano

nos custos operacionais, combinação

do modo rodoviário com o ferroviário e reestruturação

das empresas de transporte.

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