
–Presidente da República, dirigindo-se aos estudantes de Engenharia da UEM
“Não desanimem”, apelou o Chefe de Estado, Filipe Jacinto Nyusi, aos estudantes de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), destacando a necessidade de os engenheiros, muitas vezes em tarefas espinhosas, serem confrontados com a busca soluções, nem sempre fáceis ao desenvolvimento do país, desenvolvendo e aperfeiçoando mecanismos e processos para atender demanda das populações.
Filipe Nyusi, engenheiro de profissão, disse aos estudantes que estava ali, na Feira de Engenharia da UEM, para elevar estima de estudantes e revelar a afinidade profissional, encorajando a juventude estudantil.
“Na minha defesa oral preparei-me duramente. Estudei muito, mas quando fui enfrentar Júri colocaram-me uma pergunta que não tinha nada ver com o que tinha estudado”, contou aos estudantes.
“Mesmo assim respondi a pergunta”, disse o Presidente, sublinhando: “Eles (do Juri) disseram-me obrigado, pode sair”.
Nyusi confidenciou aos estudantes que saiu da sala de exame preocupado. Não tinha a certeza de ter obtido bom resultado.
“O meu tutor (que era engenheiro) percebeu o transtorno”, afirmou o Presidente, prosseguindo: “Saiu para fora e me perguntou: Senhor colega, como está?” .
Nyusi ressalvou que a partir daquela revelação do seu tutor ficou satisfeito. “Ficou claro que tinha despachado o assunto”, disse perante o aplauso geral da plateia.
Com toda esta descrição da sua tese final no curso de Engenharia, o Chefe de Estado pretendia deixar uma mensagem fundamental aos estudantes: “Não esperem pela avaliação no fim. Comecem desde já a trabalhar”.
Para o estadista moçambicano os engenheiros devem trazer sua valiosa contribuição na busca de soluções ao desenvolvimento do país e classificou a Feira de Engenharia, que quinta-feira inaugurou em Maputo, como espaço de interação e partilha de saber para se atender as necessidades dos moçambicanos.
Na mesma ocasião Nyusi lançou repto aos estudantes de Engenharia para invistam em ações que visam substituição das importações, promovendo soluções amigas do ambiente e fomentando incubadoras para solução dos problemas dos moçambicanos nos distritos do pa’is.
Referindo-se particularmente a Feira de Engenharia, Nyusi sublinhou que os estudantes não devem levar consigo apenas as ideias que trouxeram, mas o somatório de ideias partilhadas.
Apelou aos estudantes e professores de Engenharia para se engajarem na promoção do desenvolvimento através da ciência e a catalisarem parcerias em prol de soluções que façam avançar, de forma científica, a nossa sociedade.
Para Silas Niquice, do Núcleo de Estudantes de Engenharia, a Feira de Engenharia ‘e um evento que visa investigar e promover a extensão universitária.
Nossos projectos focam os distritos e destacamos aqueles que se afigurem sustentáveis e de baixo custo, disse Niquice, acrescentando: não ‘e: “por uma engenharia enfrentando os desafios para o desenvolvimento da sociedade”.
Texto de Bento Venâncio
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