
Machado da Graça, falecido na passada terça-feira, decano do jornalismo moçambicano, foi o primeiro chefe da Redacção do semanário domingo, publicação propriedade da Sociedade do Notícias, fundada a 25 de Setembro de 1981.
Enquanto profissional dos quadros da Sociedade do Notícias, tornou-se numa pessoa multifacetada, ao se dedicar a arte, assim como a produção de suplementos infantis, com destaque para a rubrica “Kurika” de banda desenhada. Tinha uma crónica semanal denominada Metical, que por sinal viria a ser o nome escolhido pelo jornalista Carlos Cardoso para o seu jornal via fax.
Machado da Graça ainda estendeu mais o seu talento, mais concretamente através do teatro radiofónico, na Rádio Moçambique, destacando-se o folhetim “Sandokan, o tigre da Malásia”, bem como no cinema e teatro.
Machado da Graça perdeu a vida aos 70 anos de idade, vítima de doença, foi descrito como uma pessoa de muita coragem e invulgar coerência, crítico, que soube conciliar jornalismo e as artes.



