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CONFLITO DE TERRA: Escola Daejo reclama seu espaço na Matola

Por admin
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A direcção da Escola Comunitária Daejo Chiele pretende alargar as salas de aula e construir o muro de vedação do recinto escolar. No entanto, neste momento, está impedida de o fazer porque uma parte do terreno foi ocupada por oito famílias, umas ergueram as suas habitações, outras abriram machambas.

Trata-se de uma instituição
de ensino que funciona
no bairro de Khongolote
desde o ano de 2000
e lecciona os ensinos primário
e secundário. Actualmente,
conta com apenas 11 salas
para o ensino primário.
No início do seu funcionamento,
possuía uma área de
quatro hectares, no entanto só
parte desta parcela foi explorada,
tendo a outra sido ocupada
pela população.
A execução do projecto de
construção das novas salas
conta com a colaboração de
um parceiro, conforme referiu
o director da escola, Anselmo
Macaringue, uma acção que visa
responder à actual demanda de
vagas, que se deve à localização
desta unidade de ensino, que recebe
alunos de diferentes bairros
circunvizinhos como Intaka,
Mathlemele e Nkobe.
Anselmo Macaringue disse
que o problema de invasão do
espaço da escola é antigo e foi
comunicado às autoridades municipais,
das quais o vereador do
posto administrativo de Infulene.
O facto está a trazer enormes
prejuízos à instituição, pois, dentre
vários aspectos, com a falta
de vedação que seria resolvida
nesta intervenção, a direcção
teme que haja invasão de bandidos
no recinto escolar.
Aliás, por causa dessa preocupação
os encarregados de
educação decidiram contribuir
100 meticais, cada um, para
comprar material de construção
da vedação.
A contribuição só não avançou
ainda por falta de uma conta bancária onde será depositado o
valor, enquanto se espera o posicionamento
da edilidade da Matola,
sobre a parcela em conflito.
O director lembrou ainda que
por sentir a demora da intervenção
das autoridades locais, no
mês passado, Outubro, apresentou
a sua preocupação ao
presidente do município, Calisto
Cossa, mas até ao momento não
tem nenhuma informação sobre
o andamento do processo.
"Parece não haver vontade
de resolver o problema, e nós
ficamos condicionados porque
não podemos continuar
com o nosso projecto. Não só,
os pais também estão prejudicados
porque não conseguimos
responder a mais solicitações
de vaga", disse.
VAMOS RESOLVER O
PROBLEMA

– vereador do posto administrativo
do Infulene, Júlio
Mahumane
O vereador do posto administrativo
de Infulene, município
da Matola, Júlio Mahumane, reconhece
a existência do problema
e garantiu que a sua direcção
está a trabalhar de forma a
solucioná-lo brevemente.
Para tal, foi identificado um
novo espaço, em Bulhosa, que
será atribuído àquelas famílias
para a edificação das suas residências.
Júlio Mahumane disse que
neste momento decorre o processo
de parcelamento.
"Eu mesmo já conversei
por várias vezes com o director
da escola e expliquei que
estamos a trabalhar para solucionar
o conflito. Mas também
não podemos mandar
sair as pessoas sem reunir
as mínimas condições. O erro
não foi nosso, é da direcção
da escola que deixou aquelas
famílias edificarem as suas
casas, numa altura em que
não existiam casas naquela
zona", disse.
Segundo o vereador do posto
administrativo de Infulene, o
espaço tinha sido ocupado por
11 famílias, das quais três saíram
por sua livre vontade, depois
de lhes ser comunicado que
estavam no espaço da escola.

Abibo Selemane
abibo.sulemane@snoticicas.co.mz

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