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Erosão volta a ameaçar Avenida Julius Nyerere

Por admin
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A recém-inaugurada secção da Avenida Julius Nyerere, na Polana Caniço, cidade de Maputo, está novamente ameaçada de corte devido ao avanço da erosão numa das bermas.

O troço encontra-se al­guns metros abaixo da cota das residências, naquela zona conheci­da como das “barrei­ras”, sendo que quando chove, a água, vinda do interior do bairro, arrasta consigo o solo.

A erosão coloca desta forma em risco de desabamento resi­dências que se encontram nas margens. Moradores reclamam a intervenção urgente do muni­cípio de Maputo.

A expectativa dos moradores é ver a situação resolvida, mas, segundo contam, o município ainda não entrou em contacto no sentido de resolver o problema.

O medo instalou-se e agora os citadinos temem que haja chuva nos próximos meses. Al­guns dizem que foram abando­nados pelo município, isto por­que, segundo relataram à nossa equipa de Reportagem, as bar­reiras contra a erosão foram fei­tas no lado “A” da estrada, onde o empreiteiro cimentou o local, negligenciando, como contam, o lado “B”.

Para travar a fúria da água, os afectados juntaram-se e co­locaram sacos cheios de areia, como forma de travar aluimen­tos de terra.

Telma Cossa reside naque­le local há 24 anos. A sua casa encontra-se na Polana-Caniço “B”, perto da faixa de rodagem na qual o empreiteiro não pa­vimentou. Teme perder a sua casa e afirma não ter outro terreno onde possa vir a fixar residência. “Tenho dúvidas e não durmo. Quando tiraram duas residências que esta­vam a frente da minha casa disseram que eu não estava em perigo”, disse.

Nelson Querusco, também um dos afectados, disse sentir­-se lesado com a construção da estrada, acrescentando que está disposto a colaborar caso haja possibilidade de transferência para outro local. “O município negligenciou este projecto, permitiu que se fizessem bar­reiras com cimento dum lado e doutro não aconteceu nada. Estamos ameaçados aqui, mas vamos combatendo com os nossos sacos”, sublinhou.

Por seu turno, Fátima Lur­des, 24 anos de idade, lamenta o sucedido, afirmando ser com­plicado ter de abandonar uma residência na qual deu os seus primeiros passos. “Mas não podemos fazer nada, se tivés­semos onde ir resolvíamos esta situação”, referiu.

Refira-se que a Avenida Ju­lius Nyerere foi reaberta a 30 de Junho pelo presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Ximango. As obras de reabilitação estiveram a cargo do empreiteiro Gabriel Couto. Oxalá que a situação seja resolvida o mais breve possível atendendo que a época chuvosa está à porta. Eis o TPC para o município de Maputo.

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