Algumas escolas do ensino primário, no distrito da Matola, província de Maputo, entre privadas e públicas, estão sem vagas para receber crianças que vão ingressar pela primeira vez no ensino no próximo ano lectivo.
O processo de inscrição iniciou no passado dia 1 de Outubro e deverá prosseguir até ao próximo dia 31 de Dezembro do ano corrente, a nível nacional.
Contudo, volvidos seis dias, algumas escolas do município da Matola, como é o caso da Primária Ana Mogas, Dayjo do Kongholote e a anexa do Instituto de Formação de Professores, estão sem vagas.
O director distrital da Educação, Daudo Ussuale, garante aos pais e encarregados de educação que todas as crianças em idade escolar vão ser matriculadas, porque é obrigatório fazê-lo.
Entretanto, estão em curso em diferentes zonas da Matola obras de construção de novas salas de aula, assim como a reabilitação de outras, para além da construção de muros de vedação e casas de banho.
Trata-se de um projecto que prossegue em coordenação com os governos provincial, distrital e municipal, assim como o sector privado, organizações religiosas e as comunidades locais.
Actualmente, o município está a levar a cabo a construção de seis salas de aula na Machava Socimol Km 15. As mesmas deverão estar concluídas até ao final do presente ano, de forma a permitir a sua utilização no arranque do próximo ano lectivo.
Ainda no rol das actividades de construção e com vista a responder à demanda, um grupo de irmãs religiosas da Igreja Católica está a construir 12 salas de aula no bairro Muhalazi.
“Temos muitas obras em curso em diferentes bairros da Matola, como é o caso de duas salas na EPC 12 de Outubro, no Infulene, duas no EPC de Kongholote, cinco no bairro Tsalala, entre várias que acreditamos que nos vão ajudar a minimizar o problema de falta de salas de aula neste ponto da província de Maputo. Temos ainda a cobertura de quatro salas na EPC da Machava-Sede e construção de casas de banho e vedação no Boquiço”, disse Ussuale.
Ussuale referiu que o distrito da Matola tem recebido nos últimos tempos muitos alunos transferidos de outras partes do país, com maior destaque a cidade vizinha, Maputo, facto que obriga as autoridades a empreenderem mais esforços. Por exemplo
no primeiro semestre do presente ano, 2016, recebeu cerca de 6 mil alunos transferidos.
“Precisamos de mais infra-estruturas escolares na Matola, pois ainda temos muitos bairros em expansão, então, temos de construir novas nesses sítios e precisamos de ampliar nas existentes. Para tal, seriam necessários 16 novas escolas do ensino primário, 10 do secundário e três do técnico”, disse.
Texto de Abibo Selemane
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