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COMÉRCIO: Vendedores abandonam bancas no Mercado T3

Por admin
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Vendedores do Mercado T3, Município da Matola, abandonaram as bancas recentemente construídas e fixaram-se nos passeios do exterior do recinto, onde disputam o espaço com transeuntes e viaturas. O Conselho Municipal está empenhado em repor a ordem, mas ainda não logrou sucesso.

O Mercado T3 apresenta-se completamente reabilitado e modernizado, como corolário das obras que vinham decorrendo há sensivelmente três anos. Tratou-se duma segunda fase do trabalho, uma vez que em Abril de 2011 foi inaugurada uma parte daquela infra-estrutura social reabilitada e transformada.

Cerca de 20 milhões de meticais foram financiados pela cooperação espanhola. O trabalho consistiu na construção de quatro pavilhões idênticos aos dois edificados na primeira fase. As novas infra-estruturas incluem um bloco de salões de cabeleireiro, e de venda de produtos de beleza, área de comercialização de pão empacotado, zona de material elétrico e ferragens, armazéns e lojas de bebidas, para além de sanitários públicos.

No entanto, ao contrário do que se adivinhava, os vendedores não estão a explorar na plenitude a infra-estrutura, alegadamente porque houve algumas imprecisões que são necessárias corrigir.

Os vendedores reclamam, por exemplo, a altura das bancas, que é ligeiramente superior ao normal, obrigando-lhes a ficar em pé por longas horas.

Outrossim, a largura das bancas é excessiva e impossibilita o contacto entre o cliente e o vendedor. Curiosamente, as obras realizadas entre 2012 e 2014, foram realizadas sem o envolvimento da comissão de vendedores do mercado.Marina Patrício vende hortícolas naquele mercado e defende a retirada compulsiva dos colegas que estão no exterior do recinto, “porque impedem a clientela de entrar e comprar nossos produtos, prejudicando o nosso negócio”.

 

Tal como Marina, centenas de vendedores defendem o uso da força para recuperar a estética daquela zona, que, em simultâneo, é terminal dos transportadores semi-colectivos de passageiros.

Os vendedores transmitiram essa mensagem ao edil da Matola, Calisto Cossa, que visitou o mercado para ver de perto aas imprecisões relatadas.

O autarca observou que aquele mercado é modelo e muitas outras zonas da Matola desejam ter um igual, e que não fazia sentido o “espectáculo que se assiste lá fora, perigando a vida e a saúde das pessoas”.

“O local ideal para esta actividade é dentro do mercado e vamos agir para repor a ordem. Onde houve falhas do empreiteiro prometemos corrigir. O que vimos fora do mercado é um perigo para a nossa saúde. Não podemos transformar nossos passeios em mercados quando temos um espaço ideal como este”.

Calisto Cossa abordou o desenvolvimento da economia local, tendo anotado que que durante o ano passado, o Conselho Municipal licenciou 278 actividades comerciais,133 de micro-dimensão e 381 de publicidades.

Observou que a execução das actividades durante o ano de 2016 foi em grande medida influenciada pela conjuntura económica e social adversa, agravada por fenómenos naturais, nomeadamente chuvas e vendavais.

Neste início do ano 2017, o nosso enfoque está no contacto directo com as comunidades. Estamos a realizar a nossa actividade de Governação Aberta e Participativa durante a qual, contamos trabalhar em todos os 42 bairros da autarquia”, disse Cossa.

 

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