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CIDADE DE MAPUTO: Vandalizações custam quatro milhões à EDM

Por admin
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A empresa Electricidade de Moçambique (EDM) desembolsou, ao longo do primeiro trimestre do corrente ano, cerca de quatro milhões de meticais para a reposição de equipamentos vandalizados nos espaços públicos da cidade de Maputo.

 

O director de distribuição da EDM, Luís Amado, disse que a provedora de energia está a enfrentar problemas sérios com a onda de vandalizações, facto que obriga ao desvio de recursos financeiros para a reposição dos equipamentos.

Falando na sessão de trabalhos da Assembleia Municipal de Maputo, Amado referiu que, depois de um fim-de-semana, pelo menos um poste de iluminação tem sido derrubado, armários são danificados, para além de outras infra-estruturas que são vandalizadas ou roubadas.

“Esta situação, provoca situações bastante complicadas para a empresa, como são os casos de danos em electrodomésticos, interrupções constantes no fornecimento de energia, perturbações constantes na rede de distribuição. Em termos de vandalização, a EDM perdeu no ano passado cerca de 17 milhões de meticais. No primeiro trimestre do corrente ano, a EDM já perdeu pouco mais de 4 milhões de meticais para a reposição de infra-estruturas vandalizadas”, disse.

Segundo indicou o director de distribuição, a EDM possui um universo de 282 mil clientes ao nível da cidade e zonas periféricas da capital, sendo que, a maior parte dos consumidores, encontram-se no escalão doméstico.

Luís Amado disse que, em termos de realizações, no ano passado a EDM deu ênfase à reabilitação e reforço dos sistemas referentes aos diversos centros de distribuição que existem ao nível da cidade de Maputo, tendo representado um investimento de pouco mais de 586 milhões de meticais.

Para o presente ano, a EDM mostra-se bastante ambiciosa no tocante à cidade de Maputo, visto que conta realizar acima de 250 quilómetros de Baixa Tensão e intervenções ao nível da Média Tensão.

De acordo com Luís Amado, a provedora de energia eléctrica pretende melhorar os níveis de prestação no que respeita à iluminação pública e combater gradualmente as ligações clandestinas.

“Temos a questão das ligações clandestinas, visto que há uma demanda muito grande. Há muitas ligações que são feitas sem o conhecimento da EDM. Para isso, há que intensificar a expansão da rede e ir eliminando todas as ligações clandestinas. As perdas ao nível da distribuição na cidade de Maputo, no ano passado, andaram em cerca de 875 milhões de meticais, ou seja foi mais do aquilo que se usou para expandir as redes”, frisou, tendo acrescentado que a EDM está a trabalhar com o Município de Maputo no sentido de encontrar um modelo para fazer com que a iluminação pública possa ser sustentável.

Entretanto, o director de distribuição lançou um apelo para o uso racional de energia, evitando ter lâmpadas acesas nos compartimentos onde não se encontre nenhuma pessoa, evitando ligar muitos electrodomésticos em simultâneo, entre 17.30 e as 21.00 horas, por se tratar de um período de pico, e privilegiar as lâmpadas de baixo consumo.

De notar que, com potência duplicada na Subestação da Matola, com quatro transformadores a funcionar, a EDM considera que se encontra numa situação confortável, uma vez que passou a fluir energia, não só para a zona da Matola, como para as subestações da cidade de Maputo.

Por outro lado, a Subestação de Infulene, na cidade de Maputo, que durante a avaria verificada na Matola, garantiu o abastecimento para as duas cidades, passou a fazer o fornecimento regular de energia.

“Está a ser concluída uma central de energia no Chókwè, que vai assegurar mais disponibilidade para a cidade de Maputo, uma vez que não vai ser necessário canalizar energia para Gaza ou Inhambane, a partir de Maputo. Para aliviar as subestações em Maputo, foi feita uma linha de 275 “quilowatts”, entre Ressano Garcia e Macia, como forma de reforçar o eixo Gaza e Inhambane, em termos de fornecimento de energia. Os consumos de Gaza e Inhambane rondam os cerca de 100 megawatts e, com a criação daqueles sistemas, vai ser criada uma maior capacidade para a cidade de Maputo. Paralelamente, está em curso a montagem da central a gás na Central Térmica de Maputo, projecto de deverá ser concluído no próximo ano”, frisou.

Outro projecto de impacto que está a ser executado compreende o reforço dos corredores “Central Térmica”-“Baixa” e “Shoprite”-“Baixa”, passando dos 37/38 “megawatts” para os 120 “megawatts” de energia para a baixa da cidade de Maputo. 

Texto de Benjamim Wilson
benjamim.wilson@snoticicas.co.mz
 

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