Início » Cidadã detida por matar rival

Cidadã detida por matar rival

Por admin
84 visitas
A+A-
Reset

Uma cidadã está detida na cidade de Inhambane, indiciada de ter assassinado e enterrado nas imediações do seu quintal uma jovem de dezasseis anos, por razões passionais.

O caso registou-se na manhã da última quarta-feira e o palco do acontecimento foi o bairro Muelé-3, arredores da capital provincial.

A jovem assassinada, que frequentava o terceiro ano do Instituto Agrário de Inhamussua, distrito de Homoíne, foi raptada e seguidamente amordaçada, antes de ser espancada até à morte.

domingoapurouque a indiciada alugou um táxi a partir da cidade de Inhambane até ao distrito de Homoíne, concretamente na Escola Agrária de Inhamussua, para transportar a rival.

A professora confessou o crime, tendo afirmando que a vítima tinha relações amorosas com o seu marido, um professor em exercício numa das escolas do distrito de Morrumbene.

“Tentei por várias vezes chamar atenção no sentido de não se envolver mais com o meu marido, mas sempre fez ouvido de mercador, e a relação nos últimos dias era tão forte que eu já não tinha o calor do meu marido”contou a finalista do curso de Ciências de Educação na Universidade Pedagógica Sagrada Família da Maxixe.

Além desta senhora, o taxista e um amigo deste estão detidos para averiguações. Na última quinta-feira uma equipa constituída por Polícia de Investigação Criminal e trabalhadores da Saúde deslocou-se ao local onde o corpo havia sido enterrado para o trabalho de exumação.

O Chefe das Operações da 1ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Inhambane, Alexandre Fondo, disse terem sido arrolados elementos suficientes para a penalização da indiciada.

 

CIDADÃO ESCAPA

AO LINCHAMENTO

Ainda em Inhambane, concretamente na cidade da Maxixe, um cidadão escapou ao linchamento .Tudo começou quando, há dias, numa ronda nocturna no âmbito do combate à onda de criminalidade que nos últimos dias abala a cidade, elementos de vigilância interceptaram a vítima ao sair da sua residência a caminho da Estrada Nacional Número Um (EN1) ao encontro de um transportador semi-colectivo de passageiros que levava sua encomenda da África do Sul.

Conforme contou, já perto da paragem de transportes, deparou-se com um grupo constituído por homens e mulheres, perto de vinte pessoas munidas de armas brancas e outros instrumentos contundentes. “Submeteram-me a vários interrogatórios sobre a minha proveniência e a razão de circular a altas horas da noite”, relatou.

Depois de exibir vários documentos ao mesmo tempo que dava a localização da sua residência, na tentativa de mostrar que nada tinha a ver com comportamentos desviantes, os vigilantes ignoraram-no, desferindo golpes sobre ele, o que resultou em ferimentos na cabeça.

Questionado sobre a ocorrência, o Comandante da PRM na Maxixe, Joaquim Nascimento, disse não estar a par do caso e, a dado passo, levantou a seguinte dúvida: “a ser verdade, para onde é que o cidadão ia a altas horas da noite?”

Refira-se que o cidadão espancado disse ter canalizado o caso à Procuradoria da República, seguindo neste momento os trâmites legais.

 

Artigos relacionados

Focus Mode