
benjamim.wilson@snoticicas.co.mz
Um curto vídeo, gravado do interior de uma aeronave “Embraer” das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) mostra a asa esquerda danificada por um “drone”, na zona de aproximação do Aeroporto Internacional de Maputo, denotando que os aviões estão expostos a estes aparelhos.
Serviu o vídeo em alusão de “mote” para analisar possíveis factores que serão ameaças à segurança aérea nacional, nos próximos tempos, conforme os debates no encontro que marcou as comemorações, sexta-feira, do Dia Internacional dos Controladores de Tráfego Aéreo.
Além dos “drones”, que assumidamente são uma incontornável realidade, foram igualmente admitidos como perigos para a aeronáutica, a invasão dos sistemas informáticos e as ameaças de detonação de explosivos.
NEGÓCIO CAPRICHOSO
Os “drones” são bastante aplicados na vigência da chamada “Guerra Fria”, usados maioritariamente para fins estratégico-militares, sobretudo em acções de reconhecimento.
Embora em muitas grandes cidades mundiais, o uso destes aparelhos por civis não constitua novidade, para a aviação civil nacional começa a ser alarmante.
O Instituto da Aviação Civil de Moçambique (IACM) está a finalizar a legislação específica sobre o uso dos “drones”, numa altura em que os aparelhos estão a ser usados por muitas instituições e pessoas singulares para diversos fins, como prospecções, pesquisas geotécnicas, acesso a zonas remotas, levantamentos em aéreas de conservação, de agricultura, de mineração e filmagem de eventos.
Além de analisar os perigos representados pelo uso de “drones”, as autoridades aeronáuticas têm de ter em conta o potencial do negócio, nos próximos tempos, para as indústrias que produzem estes aparelhos, conforme recomendaram os participantes.



