Início » AVENIDA DOM ALEXANDRE: Obra envolta em novo imbróglio

AVENIDA DOM ALEXANDRE: Obra envolta em novo imbróglio

Por Jornal domingo
281 visitas
A+A-
Reset

A construção da Avenida Dom Alexandre, cujo arranque e conclusão deveriam ter acontecido há mais de um ano, está novamente mergulhada em complicações de fórum financeiro e não deverá arrancar tão já como se esperava.

Desta vez, o impedimento para o início da construção daquela estrada deve-se ao facto de ter sido identificado um fiscal que está a cobrar um montante superior à capacidade prevista no plano de financiamento.

Dados em nosso poder, e que nos foram fornecidas por uma fonte anónima do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), entidade que financia a construção daquela avenida, indicam que a empresa seleccionada fez constar um orçamento de 864 mil dólares quando o BAD apenas tem disponíveis 294 mil dólares para aquela tarefa.

Assim sendo, o projecto volta a ser objecto de reanálise por parte das partes envolvidas, nomeadamente o BAD e o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), que é a dona da obra, uma vez que a mesma está inserida no âmbito de um projecto de resiliência climática por ela implementado e não se conhece o desfecho que este processo poderá ter.

O que se pretende com este projecto é construir uma estrada com uma extensão de 10 quilómetros (km) que deve ligar o bairro das Mahotas, na cidade de Maputo, à vila municipal de Marracuene, na província de Maputo.

Com esta obra, esperava-se ver aliviado o sofrimento de milhares de pessoas que vivem e transitam por aquele trajecto, mas a mesma está a ser sucessivamente adiada, mesmo depois de ter sido identificado respectivo empreiteiro que até já tinha construído o estaleiro e instalado os necessários meios de trabalho.

Aliás, a nossa Reportagem reportou que o empreiteiro até realizou alguns trabalhos preparatórios ao longo da via, mas vou-te forçado a desmantelar o estaleiro para prevenir a vandalização dos mesmos durante as manifestações violentas ocorridas depois das eleições gerais de Outubro do ano passado.

Dado o silêncio que pairou a volta da selecção do fiscal, o empreiteiro terá submetido um pedido de ressarcimento dos custos da manutenção do estaleiro e das actividades desenvolvidas durante o período em que esteve posicionado no local, mas esse processo aguarda por melhor decisão por parte do BAD e do INGD.

De acordo com a nossa fonte, a obra não arrancou durante todo este período (pouco mais de dois anos) porque, estranhamente, o BAD e o INGD terão se esquecido de lançar o concurso para a escolha do fiscal, acto que deveria ter sido realizado em simultâneo com a escolha do empreiteiro.

Depois de longos vaivéns de expedientes, o fiscal foi finalmente identificado há cerca de três semanas, mas, mesmo assim, tudo “voltou à estaca zero”, porque o orçamento apresentado por este é, de longe, incompatível com o do financiador.

Neste momento, a rodovia encontra-se profundamente degradada, facto que tem causado frequentemente a paralisação do serviço de transporte de passageiros, vulgo chapa-100, na rota Albazine-Marracuene.

A nossa Reportagem tem estado a envidar esforços para buscar mais esclarecimentos sobre esta empreitada, mas, tanto o BAD, como o INGD, não se tem mostrado disponíveis a oferecer esclarecimentos sobre este processo que tem estado a agastar os moradores daquela área e, sobretudo, o Conselho Municipal de Marracuene que se tinha mobilizado para assumir mais um empreendimento que beneficiária largamente aos seus munícipes.

Artigos relacionados

Focus Mode