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FORMAÇÃO DE GOVERNO: Trump com aliados republicanos e empresários

Por admin
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Ainda não há nomes confirmados na equipa, apenas rumores. No total, o presidente eleito terá quatro mil posições para preencher. Donald Trump não tem qualquer experiência nos corredores da política, sendo esta a primeira vez que é eleito para um cargo público, mas parece estar a rodear-se de vários nomes que conhecem bem os bastidores do poder, como Newt Gringrich, Chris Christie, Rudy Giuliani, Sarah Palin ou John Bolton. Ainda não há confirmações, mas são muitos os rumores de quais serão os rostos da administração Trump, que entra em funções a 20 de Janeiro. No total, há mais de quatro mil posições para preencher.

Apesarde grande parte do Partido Republicano lhe ter virado as costas (ou sido pouco entusiástica a demonstrar o seu apoio), os media norte-americanos acreditam que Trump deverá recompensar aqueles que ficaram ao seu lado. Isso inclui antigos adversários, como Chris Christie. O governador de Nova Jérsia é para já o responsável pela equipa de transição do presidente eleito, sendo falado para o cargo de procurador-geral ou chefe de gabinete de Trump. Isto se o "Bridgegate" – o escândalo que envolve dois antigos membros do seu gabinete e que lhe terá custado qualquer oportunidade nas primárias republicanas –não o afastar de um cargo na administração.

Para ambas as posições, Christie concorre com outro nome de peso: o antigo presidente da câmara de Nova Iorque, Rudy Giuliani, que foi candidato nas primárias republicanas de 2008 e está agora no sector privado. Conselheiro informal de Trump na campanha e um dos seus principais defensores, também é apontado como possível escolha para a pasta da Segurança Nacional ou até para director da CIA. A maioria das apostas coloca-o, contudo, como procurador-geral.

Ben Carson, que declarou o seu apoio a Trump uma semana depois de ter desistido das primárias republicanas, é outro nome falado para a administração. O antigo director de Neurocirurgia Pediátrica no Hospital John Hopkins poderá assumir a pasta da Saúde ou da Educação. “Espero que ele esteja muitoenvolvido na minha Administraçãonos próximos anos”, disse Trump sobre Carson num comício durante a campanha. Quem conhece bem os bastidores da política de Washington é Newt Gringrich, antigo presidente da Câmara dos Representantes e candidato às primárias republicanas nas eleições de 2012. Depois de ter sido falado como eventual vice-presidente, o seu nome está também na corrida para chefe de gabinete de Trump (junto com Christie e Giuliani). Outro de quem se fala é Reince Priebus, presidente do Comité Nacional Republicano, com o seu número dois, Sean Spicer, a surgir como responsável pelo gabinete de imprensa da Casa Branca. Gringrich também é falado para secretário de Estado, mas aí tem vários adversários, entre eles o antigo embaixador dos EUA nas Nações Unidas, John Bolton. Outras hipóteses são Richard Haass, que desde 2003 é presidente do Think Tank Council on Foreign Relations (que edita a revista Foreign Affairs), ou o senador Bob Corker, do Tennessee, que é o actual presidente da Comissão de Relações Internacionais do Senado.

Para a Defesa, a aposta dos media norte-americanos vai para o senador Jeff Sessions, do Alabama, que foi um dos maiores defensores de Trump durante a campanha. O tenente-general Mike Flynn (na reforma), ex-director da Agência de Inteligência da Defesa e homem de confiança do presidente eleito, teria de ter o aval do Congresso para assumir a pasta, já que a lei estabelece que militares reformados devem esperar sete anos antes de assumirem a liderança civil do Pentágono.

Para evitar isso, poderá simplesmente ser nomeado conselheiro de segurança nacional. Para a pasta do Interior, segundo o "site" Politico, Trump poderá chamar Sarah Palin, a antiga governadora do Alasca que foi candidata a vice-presidente em 2008. Isso colocá-la-ia como responsável pelos parques naturais e pela exploração dos recursos energéticos, como gás e petróleo. Outro possível candidato é o co-fundador da Lucas Oil, Forrest Lucas, o que também não deverá agradar aos ambientalistas. Harold Hamm, presidente executivo de outra petrolífera, a Continental Resources, é um nome falado para a Energia.

Para secretário do Tesouro, a equipa de transição de Trump terá contactado o presidente executivo da JP Morgan, Jamie Dimon, segundo a CNBC. Esta disse várias vezes no passado que não estava interessada no cargo, mas desconhece-se qual terá sido a sua resposta. Antes do nome de Dimon surgir na corrida, as apostas eram para a escolha de Steven Mnuchin, que foi o director financeiro da campanha, esteve 17 anos na Goldman Sachs e é também produtor em Hollywood.

(In dn.pt)

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