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O que está a dar é campanha “porta-a-porta”

Por admin
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A campanha para as eleições autárquicas de 20 de Novembro próximo entra hoje no seu sexto dia. No geral, passado este período, a mesma tem estado a decorrer sem registo de incidentes notáveis, fora os casos de destruição, aqui e acolá, de material de propaganda dos partidos políticos.

 Grande parte dos candidatos dos partidos, coligações e organizações concorrentes privilegiaram nesta primeira semana a chamada “campanha porta-a-porta em que eles se deslocam ao encontro dos potenciais eleitores nas zonas de residência ou em zona de grandes aglomerações, como mercados, terminais de transporte e outros sítios. O “namoro” aos eleitores entra esta semana na recta final, terminando no próximo domingo dia 17, ao que se seguirão dois dias de reflexão, antes da votação. Vamos por partes.

Simango arranca “a todo o gás” em Maputo

Tal como sucedeu em 2008, o campo 7 de Abril, no bairro Polana-Caniço, foi o local escolhido pela Frelimo e o seu candidato, David Simango, para lançar a campanha pela autarquia de Maputo nestas quartas eleições autárquicas.

Num ambiente de festa, coroado com um “showmício” bastante concorrido, o acto contou com a presença do Presidente do Partido Frelimo, Armando Emílio Guebuza, e altos quadros daquela formação ao nível central, como é caso do secretário-geral, Filipe Paúnde.

O Presidente do partido Frelimo manifestou satisfação pelo facto de o exercício autárquico ter demonstrado que “traz um rápido desenvolvimento” para a cidade de Maputo.

Falando acerca do candidato David Simango, Armando Gebuza disse que a sua nova candidatura tem a ver com o facto de se estar a “devolver um filho de Maputo, com uma obra firmada nos destinos da autarquia”, através da construção e reabilitação de estradas, imponentes edifícios, escolas, hospitais e serviços aos munícipes.

“Se olharmos para o antes e o depois, veremos que está a haver melhorias da qualidade de vida. Para que essas melhorias continuem, devemos votar em David Simango e na Frelimo”, disse Armando Guebuza, perante membros e simpatizantes que acorreram ao Campo 7 de Abril.

Por sua vez, o candidato David Simango fez um discurso carregado de optimismo e sentido vitorioso, afirmando que ele e o seu partido estão preparados para alcançar uma vitória “esmagadora e convincente”.

“No nosso jogo não há limites de golo. Queremos ganhar de forma convincente, para que os nossos adversários não tenham motivos para dizer que o campo era pequeno”, afirmou Simango, na qualidade de candidato à sua sucessão.

David Simango disse que, em 2008, fizeram promessas e todos elas foram cumpridas, tendo, no seu mandato, se atingido níveis acima daqueles que haviam sido prometidos para os cinco anos de governação autárquica.

Para além de contactos “porta-a-porta”, encontros com organizações socioeconómicas da cidade, o candidato da Frelimo trabalhou ao longo da semana em mercados e bairros da cidade de Maputo na tradicional “caça ao voto”.

OPOSIÇÃO PROCURA TERRENO

Os candidatos dos partidos da oposição, Venâncio Mondlane e Ismael Mussá, respectivamente, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e do “Juntos Pela Cidade” (JPC), “arregaçaram as mangas” e trabalharam no duro para convencer o eleitorado.

Para além de terem privilegiado contactos interpessoais “porta-a-porta”, deslocaram-se para diversos pontos da urbe onde tentaram elucidar os potenciais eleitores em relação aos seus programas de governação.

O MDM e o candidato Venâncio Mondlane, de uma maneira geral, focalizaram as atenções na juventude, para deles obter o voto e o “passaporte” para uma melhor e inclusiva governação da cidade.

Mondlane disse que, só com a participação de todos os munícipes é que se pode solucionar os diversos problemas de que enferma a cidade, apelando para que no dia da votação apostem no seu programa.

Ismael Mussá, para além de ter apontado as diversas formas de gestão municipal que se propõe a levar a cabo, pontificou a questão da requalificação dos bairros da cidade como uma aposta forte do seu programa.

Província de Maputo ao rubro

Caravanas de militantes de partidos políticos empunhando dísticos, símbolos de partidos e outro tipo de material de propaganda cruzaram-se pelas artérias das cidades e vilas municipais da província de Maputo que a 20 de Novembro corrente acolhem as quartas eleições autárquicas.

Um ambiente de festa e cordialidade é como se podem caracterizar os primeiros cinco dias da campanha eleitoral nas quatro autarquias da província de Maputo, nomeadamente, Matola, Boane, Namaacha e Manhiça, com os concorrentes a pautarem por um jogo limpo, abrindo espaço para cada qual exercer a sua actividade de “namoro” ao eleitorado.

Nestas autarquias, estão inscritos um total de 468 mil e 445 eleitores, com a previsão de formação de 642 mesas de assembleias de voto que serão assistidas por cerca de quatro mil Membros das Mesas de Votação (MMV’s), ora em formação.

As quatro autarquias têm a particularidade de terem um aspecto comum que é o facto de compreenderem um meio urbano, onde a maioria dos munícipes se dedica ao comércio informal e uma zona rural, onde se pratica a agricultura.

Assim sendo, os candidatos tiveram de se desdobrar pelo meio urbano e rural, privilegiando o contacto interpessoal, porta-a-porta, passeatas em caravanas automóveis e showmícios, tudo na perspectiva de granjear maior simpatia do eleitorado.

Cossa promete uma governação participativa

 O candidato da Frelimo no Município da Matola, Calisto Moisés Cossa, que concorre com o lema: “Pela Matola que Queremos”, promete fazer desta autarquia um dos exemplos em matérias de governação participativa, onde os munícipes serão os principais actores.

Segundo afirmou, para que esse ensejo seja realizável é preciso que os eleitores acorram em massa aos postos de votação e depositem votos na sua candidatura, pois só assim que virão melhoradas as suas condições de vida.

Acrescentou que caso seja eleito presidente daquela edilidade não irá fugir muito da linha de governação dos seus antecessores, sendo que irá imprimir uma nova dinâmica para a solução dos problemas dos munícipes, nomeadamente, recolha do lixo, transportes, expansão do abastecimento de água e energia eléctrica, desemprego, entre outras questões.

Falando num comício popular no bairro de Sikuama, algures da zona de Mahlampsene, Cossa referiu que as obras de governação da Frelimo são visíveis, tendo apontado como exemplo a construção da estrada ligando o bairro da Liberdade a Estrada Nacional Número 4 (EN4) ora em curso.

Calisto Cossa é um jovem de 38 anos de idade, membro da Organização da Juventude Moçambicana (OJM) e é formado em Direito e Ciências Sociais pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Ronguane quer pensão de sobrevivência para informais

Por sua vez, o candidato do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Silvério Ronguane, à presidência do Conselho Municipal da Matola, diz que se vencer o escrutínio de Novembro próximo irá trabalhar no sentido de criar condições para instituir pensão de sobrevivência para os vendedores dos diferentes mercados daquele município.

Ronguane escalou os mercados de “Matola Santos”, Patrice Lumunba, Língamo, Singathela e São Dâmaso, onde prometeu acabar com anarquia que reina naqueles centros comerciais, através da criação de condições para a integração dos vendedores informais.

Segundo defendeu a medida visa permitir que os vendedores informais passem a pagar devidamente os impostos de onde será descontado o valor para a sua reforma. Silvério Ronguane é professor de carreira, formado em Filosofia e analista político.

Loureiro promete asfaltar estradas de Boane

Jacinto Loureiro, candidato da Frelimo à presidência da autárquica de Boane, promete melhorar a rede de estradas daquela pacata vila para imprimir uma nova dinâmica na circulação rodoviária.

Segundo afirmou, se vencer o escrutínio, irá imprimir uma governação em que todos os munícipes de Boane participem na gestão autárquica, daí que escolheu o lema “ Todos Pelo Progresso de Boane”.

No seu manifesto prontificam entre outras áreas prioritárias, prover aos munícipes melhores condições de saúde, saneamento e salubridade, um governo descentralizado, íntegro, transparente, responsável e baseado na participação popular, entre outros aspectos.

Falando nos comícios populares que orientou nos bairros de Gueguegue e Campoane, Jacinto Loureiro prometeu dentre várias intervenções melhorar a iluminação pública.

Na ocasião, o candidato da Frelimo referiu que a campanha eleitoral arrancou numa data especial na sua via, pois, completou 51 anos de idade no dia 5 de Novembro, mas que a festa do aniversário natalício ficava para quando for proclamado vencedor do escrutínio.

Na sua campanha, Jacinto Loureiro conta com apoio da chefe adjunta da brigada provincial, Maria Elias Jonas, bem como dos valiosos préstimos da antiga governadora de Maputo, Telmina Perreira e do não menos conhecido Arão Nhancale que tem um dom para conquistar o eleitorado.

Jacinto Loureiro tem 51 anos de idade, é empresário do ramo industrial e agrícola. Licenciado em Engenharia Mecânica, Administração de Empresas e tem ainda um Mestrado em Gestão Tecnológica com ênfase em tecnologias apropriadas.

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