
Macau acolhe terça e quarta-feiras próximas, dias 11 e 12 de Outubro, a 5.ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, na qual Moçambique se faz representar por uma delegação chefiada pelo Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário.
Também conhecida por Fórum de Macau, esta conferência foi fundada em 2003 e gradualmente transformou-se numa plataforma de referência para o aprofundamento da cooperação, orientada pelo conceito de benefício mútuo entre as partes e pela promoção do desenvolvimento económico comum dos países participantes.
O evento vai decorrer sob o lema “Rumo à Consolidação das Relações Económicas e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa: Unir Esforços para a Cooperação, Construir em Conjunto a Plataforma, Partilhar os Benefícios do Desenvolvimento”.
O encontro procurará explorar novas áreas para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, elevando o nível de cooperação e, simultaneamente, reforçando e dando continuidade ao processo de consolidação do papel de Macau enquanto plataforma para a cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Segundo a organização, na conferência “serão definidas as linhas, áreas e modalidades de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa para o triénio 2017-2019”.
Do programa consta, entre outros actos, o lançamento do Projecto do Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a construir em Macau; a Conferência Ministerial e a conferência dos empresários e dos quadros da área financeira.
A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como sua plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003. No mesmo ano, criou o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Para este encontro, para além do Primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, está confirmada a presença de quatro chefes de Governo: António Costa (Portugal), José Ulisses Correia e Silva (Cabo Verde), Baciro Djá (Guiné-Bissau) e Li Keqiang (China).
A delegação de Angola será chefiada pelo ministro da Economia, Abrahão Gourgel; a do Brasil pelo ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira; e a de Timor-Leste pelo ministro de Estado, coordenador dos Assuntos Económicos e Ministro da Agricultura e Pescas, Estanislau Aleixo da Silva.
São Tomé e Príncipe não integra o Fórum Macau, por manter relações diplomáticas com Taiwan em detrimento de Pequim.
Macau, território administrado por Portugal até 1999, é desde esse ano uma região da China com administração especial, que goza de ampla autonomia e onde o português continua a ser língua oficial, a par do chinês.
Custódio Mugabe, nosso enviado a Macau



