O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) endereçou às famílias enlutadas uma mensagem de pesar pela morte semana passada na África do Sul de dez moçambicanos e ferimento com gravidade de outros nove.
Entretanto, num breve contacto
telefónico mantido ao meio da manhã
de ontem com a cônsul de Moçambique
na cidade de Nelspruit, Ester
Tondo, fomos informados que os
médicos legistas prosseguiam com
a autópsia dos corpos para posterior
libertação ou transladação para Moçambique.
“O nosso Consulado está a interagir
com os familiares das vítimas
e a indicar as unidades hospitalares
para onde foram levados os feridos”,
disse Tondo.
A mensagem do Ministério dos Negócios
Estrangeiros e Cooperação enviada
à nossa Redacção refere que foi
“com profundo pesar que o MINEC
recebeu a informação da morte
trágica de dez moçambicanos, provocada
por um acidente brutal de
viação ocorrido cerca das 5.00 horas
da manhã de quarta-feira, dia
9 de Novembro corrente, na cidade
de Barbeton, a 43 quilómetros de
Nelspruit, África do Sul”.
O sinistro também feriu gravemente
nove cidadãos nacionais. As vítimas
do infausto desastre viajavam para
Joanesburgo num Toyota Quantum de
cor branca, matrícula DZ 77FGP, de
transporte de passageiros, que sofreu
uma queda num precipício, depois de
se despistar e capotar numa curva.
As missões diplomáticas e consular
de Moçambique em Pretória e
as autoridades policiais sul-africanas
conseguiram identificar nove dos dez
perecidos, como sendo Amélia Francisco
Muando, Martha, Ester Jordão
Gemo, Luís Azevedo Chope, Sérgio
Xavier Mandlate, Franstino Lucas Vilanculos,
Sérgio Fabião Pelembe, José
Daniel Manhique e Mário Artur Ngovene.
Apurou-se ainda a identidade de
seis dos nove feridos, nomeadamente
Sipho Bila (motorista), Susan Mashab,
Daniel, Neusa Mutlou, Frans Nkwelume
e Raymond Vilanculos, que se encontram
a receber assistência médica
intensiva em hospitais de Barbeton e
Nelspruit.
Segundo a nota, o Governo de Moçambique
está a tomar as diligências
necessárias para a identificação das
restantes vítimas, assistir os feridos
e concluir os procedimentos para a
transladação dos corpos, bem como
confortar as famílias das vítimas.
De referir que até ao fecho da nossa
edição um corpo já tinha sido transladado
para o país.



