Assinalam-se hoje 51 anos dos Acordos de Lusaka, rubricados entre a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e o Estado Português. A assinatura representou vitória do povo moçambicano do jugo colonial, que por 500 anos torturou, humilhou e estratificou filhos da mesma pátria.
A FRELIMO, que esteve em combate por dez anos com os colonos pela Independência de Moçambique, era liderada, numa primeira fase, pelo arquitecto da unidade nacional, Eduardo Mondlane, assassinado a 3 de Fevereiro de 1969, em Dar-Es-Salaam, na Tanzania. Após a morte de Mondlane, a frente da luta foi liderada por Samora Moisés Machel, que chefiou a delegação moçambicana nas conversações que culminaram com a assinatura dos acordos.
Na delegação estavam também Joaquim Chissano, Armando Guebuza, Alberto Chipande, Óscar Monteiro, Bonifácio Gruveta, Sebastião Marcos Mabote, Jacinto Veloso, Mariano Matsinha, Xavier Salila, Joaquim Munhepe, Mateus Malichocho, João Phelembe, Joaquim de Carvalho, José Moiane e Graça Simbine.
O Governo português, por sua vez, era constituído por Mário Soares, Ernesto Augusto Antunes, Otelo Saraiva de Carvalho, Almeida Santos, entre outros. Essencialmente, neste acordo ficou estabelecido que o Estado português iria reconhecer formalmente o direito do povo moçambicano à independência nacional e, em consequência, a data e os passos Leia mais…



