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NEGÓCIOS: Bolsa de valores atrai mais empresas

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Por Angelina Mahumane
angelina.mahumane@snoticicas.co.mz

Subiu para seis o número de empresas cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) com a entrada na semana finda da empresa Zero Investimentos. Nos próximos meses, segundo apurou o domingo, mais empresas poderão estar cotadas na bolsa tendo em conta o crescente interesse do sector empresarial.

Com cerca de 18 anos de existência a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) tinha cotado até há menos de quinze dias apenas cinco empresas. Porém, a nova administração, com cerca de nove meses de exercício, acredita que vai reverter este cenário.

Dados colhidos junto de Salim Valá, presidente do Conselho de Administração (PCA) da BVM, indicam que o “road show” realizado por esta entidade pelas províncias de Tete e Cabo Delgado permitiu que as empresas tomassem contacto com as vantagens de fazer parte do mercado bolsista e mobilizaram-se para aderir à instituição.

Este movimento empresarial está a animar a BVM que, até agora, só tinha um registo de cinco empresas, nomeadamente Cervejas de Moçambique (CDM), ligada à indústria de bebidas, Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos, do sector de petróleo e gás, CETA, do ramo de construção, Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) e Matama, admitida este ano, que opera na indústria alimentar.

Salim Valá reconhece que o número de empresas cotadas é reduzido porque a formatação do empresariado moçambicano não está muito adstrita ao mercado de capitais. Aliás, e segundo conta, a maior parte dos empresários apenas conhece os bancos comerciais e pouco ou nada sabe sobre a bolsa de valores.

Esta situação, segundo a nossa fonte, resulta do facto de, até o momento, os operadores e corretores de bolsas em Moçambique serem os bancos comerciais, quando a principal função destes é o crédito e não o mercado de capitais.

O Governo está a induzir a emergência de corretores de bolsas autónomos capazes de servir de intermediários de compra e venda de acções, e de atrair mais empresas para se alistarem na bolsa, entre outros”, destacou.

Para o PCA da BVM, “o problema reside em nós, como bolsa, que não fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para divulgar a instituição e mostrar as suas vantagens e isso faz com que as empresas percam a oportunidade de se financiarem a custos mais baixos”, disse. 

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