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Namburete lança livro sobre exportações

Por admin
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O antigo ministro da Energia, Salvador Namburete, lança na quarta-feira, em Maputo, o livro intitulado “A Exportação Primeiro: Valorizando o Papel da Promoção e Exportação no País”. Trata-se de uma obra didáctica e, ao mesmo tempo, informativa dedicada a estudantes, académicos e fazedores de política.

 

A data do lançamento do livro de 372 páginas e prefaciado por Daniel Gabriel Tembe, antigo ministro do Comércio, coincide com a passagem do 60.º aniversário natalício do autor.

Numa entrevista concedida ao domingo, Salvador Namburete explicou que o livro levanta uma hipótese estudada noutros países, denominada hipótese do crescimento económico estimulado pela exportação que se usa e se estuda com modelos matemáticos.

Entrei um pouco para essa linha para fazer análise da situação de Moçambique para ver se vale a pena nos esforçarmos para promover a exportação. Para saber se contribui ou não para crescimento económico, disse.

Da análise, ele conclui que, para o caso concreto de Moçambique, a cada Metical investido na exportação gera-se um crescimento de 0,52 Meticais no Produto Interno Bruto (PIB), o que é extremamente positivo.

A vantagem disto, na sua óptica, é que há um fundamento teórico e técnico que explicam que, se o país empenhar-se na promoção de exportação sob o signo da diversificação da economia e promover a produção de culturas exportáveis explorando toda a cadeia na perspectiva de acrescentar valor, valerá a pena no futuro porque vai contribuir para o crescimento económico.

Faço uma breve reflexão sobre a possibilidade de retoma de um programa de exportação que não pode ser vasto e ambicioso, porque não haverá recursos imediatos.

Neste contexto propõe que, para começar, pode se apostar em dois produtos tradicionais – caju e algodão – investindo no desenvolvimento da cadeia de valor.

Para Namburete, a fama que a capulana tem no país justifica que exista uma indústria em Moçambique para contrariar o actual cenário em que quase todo o vestuário é importado.

Em termos de bens não tradicionais, o antigo governante propõe a aposta em flores e plantas ornamentais, áreas que, segundo ele, são muito rentáveis. Os zimbabueanos estão a produzir flores em Manica e exportam para Europa. Num país com 33 milhões de hectares de terra arável não pode haver dificuldades de se determinar uma área para a produção de flores e plantas ornamentais e dar os incentivos necessários.  O segundo produto não tradicional seria da classe de frutas e hortícolas que existem em abundância, numa altura em que não se colocam problemas de acesso ao mercado.

 

No âmbito da promoção das exportações, Salvador Namburete propõe ainda três medidas de política, sendo a primeira o reforço técnico e financeiro da função de promoção das exportações. Moçambique já não participa em feiras, mesmo as que acontecem nos países vizinhos, mas os outros participam nas nossas. É possível buscar parceiros que podem contribuir técnica e financeiramente para isso.

A segunda política é desenvolver uma campanha de educação cívica nacional sobre a importância da exportação, que pode começar nas escolas primárias.

Com a educação cívica, os empresários de todas as dimensões e tipos ficarão a saber da importância de priorizar, sempre que iniciarem um negócio, uma área que se liga à exportação para que o país consiga arrecadar divisas e se torne sustentável e preparado para fazer face aos choques externos.

A terceira e última medida é o reforço dos incentivos à exportação. Há incentivos, mas é preciso que se olhe com mais vigor sobre o tipo de incentivo e como pode ser melhorado. Os nossos empresários não têm acesso a créditos bonificados

Texto de Angelina Mahumane
angelina.mahumane@snoticicas.co.mz
 
 

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